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Dezembro 09, 2009

O AMOR EM DUAS FOTOS

A melhor foto é aquela que diz sem palavras e sem companhia. Solitária. Sem texto. Sem legenda.

Mas a foto não tão boa pode ficar bem com um texto ao lado. E o texto não tão, junta-se a uma imagem que muito diz…

Nas relações humanas, as partes se encontram. Uma pode aprender com a outra e vice-versa. E as fotos quando se juntam, uma prende a outra?

Existe alguma fórmula pra amar? Existe alguma forma pra postar? Existe amor sem fotografar? Quando uma foto não basta, duas podem combinar e fazer um bom par?

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Passagem para a Estação Barra Funda
(linha vermelha do metrô)
São Paulo, 2009
Foto: Inês Correa

Dezembro 07, 2009

PRIMEIRO TEMPO

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific
Fotos: Ines Correa
Centro Cultural São Paulo, 2009

CICLO

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Foto: Ines Correa
São Paulo, 2009

Novembro 24, 2009

PEDALANDO NA CHUVA

Rain Speed São Paulo, 24 out 09
Foto Ines Correa

Novembro 23, 2009

PROIBIDO FUMAR


Barra Funda
como pássaros na gaiola
São Paulo, 2009
Foto: Ines Correa

Novembro 20, 2009

BECAUSE OF THEIR EYES

P.A.P.A OLHA PARA SÃO PAULO

São Paulo é uma grande cidade. Como toda metrópole tem problemas, e muitos. Mas a idéia não é levar a dor ou a dificuldade para o mundo exterior. Nossas complicações estão sendo enfrentadas e solucionadas, algumas. Outras ainda precisam ser melhor conduzidas. Mas é sobre buscar meios, aprender com os erros, criar nossas próprias linhas de ação que estamos falando.

O trabalho está só no começo mas é possível ver. Uma parceria da P.A.P.A – Participating Artists Press Agency, agência holandesa comandada pela socióloga Lino Hellings e oito membros do Fotomix, como já havia dito no post abaixo. Quando Lino Hellings fez seu primeiro contato com a Casa das Caldeiras, onde o Fotomix está fazendo residência, segundo Luciana Camargo e Flávio Sampaio, do Fotomix, ela disse que havia escolhido os fotógrafos do Fotomix “because of their eyes”, “por seus olhos”.

A proposta é mostrar, pela imagem fotográfica, outras facetas. Encontrar nas imagens a cara do brasileiro em São Paulo. Lembrar que dos erros criamos acertos. Do nada, tudo. Mostrar para o mundo a poesia da informação e a necessidade de outra maneira de informar além do jornalismo e fotojornalismo que existe, que está aí e que se faz necessário. Não é eliminar o que existe mas complementar.


Aqui temos algumas das primeiras imagens recolhidas durante a semana. Basta clicar no link para vê-las. Cada qual tem um título e uma legenda para compor a imagem.

Street show
by Lino Hellings

Mobile home
by Ines Correa

Waiting for the bus
by Luciana Camargo

Anarchist Socialist Democracy
by Marcelo Ferreli

Dust car
by Zé Carlos Barreta

Ginga Brasil
by Flávio Sampaio

In the pace of a small town
by Sylvia Sanches

Look at the floor you step on
by Giovana Pasquini

Ket chain
by Felipe Denuzzo

Agradecemos sugestões e críticas também. Para ver outras imagens clique em:
PAPA – Participating Artists Press Agency

Novembro 17, 2009

P.A.P.A

PARTICIPATING ARTISTS PRESS AGENCY
Let the news come to you

Não é recente mas é o motivo pelo qual fiquei tantos dias sem aparecer aqui no blog. Deveria ter ao menos tentado dar alguma satisfação. Mas existem algumas coisas na vida da gente que aparecem de surpresa.

Foi engraçado. Estava pendurando roupa no varal e o telefone tocou. Duas vozes falavam ao mesmo tempo entusiasmadas: Luciana Camargo e Flávio Sampaio, organizadores do Fotomix. Anunciaram que eu e mais alguns fotógrafos do Fotomix tínhamos sido escolhidos para participar do P.A.P.A – Participating Artists Press Agency, organizada por Lino Hellings, artista e socióloga holandesa.

Os fotógrafos do Fotomix selecionados por Lino para este projeto são: Inês Correa, Flávio Sampaio, Felipe Denuzzo, Giovana Pasquini, Luciana Camargo, Marcelo Ferrelli, Sylvia Sanchez e Zé Carlos Barretta e a colaboradora, membro da ONG Free Dimensional, Ângela Destro.

Diante disso estou bastante atarefada. Algumas fotos feitas por mim e alguns outros fotógrafos já podem ser vistas. Volto em breve para contar os detalhes do trabalho e enquanto isso, se tiverem vontade de conhecer, entrem em PAPA-BRAZIL. Acompanhem por lá que voltarei o quanto antes.

Novembro 15, 2009

NOVOS COREÓGRAFOS


1ª edição
Novas Criações: Site Specific

Se não foi ontem vá hoje, tem de novo. É uma fartura, aqui em São Paulo mesmo. Tanto que dá pra se perder - as coreografias acontecem em diversos espaços e o que não falta no Centro Cultural é muito, muito espaço. E é ótimo ver todas as áreas abertas também aproveitadas.

Não precisa sentar dentro de um teatro e ficar até acabar. Pode tomar uma água de côco que o calor tá de rachar e passear entre os bailarinos. Dá pra ver bem de perto e ouvir um som, no mínimo, interessante que atravessa o tão já conhecido centro de cultura que a cidade tem há tanto tempo e que é um cenário fantástico para criações.

Vá. Não perca.

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific

Corpo quase palavra, palavra quase silêncio, de Mariana Sucupira

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific

Circuito cultural
, de Clarice Lima

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific


1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific

Abaixo a gravidade, de Josefa Pereira

Procedimento N1: Quero ser Mary Poppins
Procedimento N2: O conhecimento eleva?
Procedimento N3: Máquina de desafiar
Procedimento N4: Contra-manifestantes
Procedimento N5: Dança com Galinha (a confirmar)
Procedimento N6: A pena do tempo
Procedimento N7: Criando ilusão

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific

Pequenas coisas
, de James Nunes

1ª edição - Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific

Centímetros decibéis, de Lua Tatit

Projetos selecionados, por ordem alfabética:
Clarice Lima - Circuito Cultural, James Nunes - Pequenas Coisas, Josefa Pereira - Abaixo a gravidade, Lua Tatit - Centímetros Decibéis, Mariana Sucupira - Corpo quase palavra, palavra quase silêncio, Vancllea Segtowich - Jardim das Esculturas
Projetos suplentes, em ordem de classificação:
Juliana Araújo Ferreira e Joana Ferraz - Intermezzo, Alan Scherk - Um solo de muitos caminhos
Rodrigo Vieira - Um. Veja mais


1ª edição - Novos Coreógrafos
Novas Criações: Site Specific

Centro Cultural São Paulo
dias 14 e 15.11 – sábado e domingo
das 17h15 às 21h30
Entrada Franca. Circulação livre. Os trabalhos são apresentados duas vezes por dia - Praça das Bibliotecas, Jardim das Esculturas e os Pisos Flávio de Carvalho e Caio Graco.

Novembro 06, 2009

OXIGÊNIO 3

FOTOGRAFADO POR RENATO PASCHOALETO

No post abaixo, Dança na Imprensa ou Imprensa na Dança, falei sobre o fotógrafo Renato Paschoaleto. Não tinha o link das fotos dele e adoro ver como a visão de cada um para uma situação é uma. É assim que se forma a informação - muitos escritos, muitas imagens, visões de ângulos diversos.

O André Fonseca, que é super antenado e rápido, enviou pra mim o link com as fotos que o Renato Paschoaleto fez do Oxigênio, terceiro encontro. É só clicar aqui.

Obrigada André.

DANÇA NA IMPRENSA

OU IMPRENSA NA DANÇA

O encontro do Oxigênio dessa semana, terceiro encontro, foi sobre a dança nos meios de comunicação. Participaram Ana Paula Sousa, jornalista de cultura e repórter do caderno Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo; Julio Daio Borges, fundador do site Digestivo Cultural e Márcia Marques, assessora de imprensa e diretora da Canal Aberto.

O encontro foi muito interessante e em breve você poderá assistir na íntegra a gravação lá no site do André Fonseca, Cultura em Pauta.

Trouxe algumas fotos porque prefiro não escrever sobre o assunto já que em poucas palavras já vou entregar a situação, que é quase um jogo entre dança x imprensa.

Mas se estão todos ali sentados acredito que seja o primeiro passo para algo de melhor acontecer.

Parabéns pela iniciativa e tentativa de olhar para o quadro de frente, tanto da Thelma Bonavita e Cristian Duarte, Desaba, quanto do André Fonseca, Cultura em Pauta e de todos que puderam estar lá.


OXIGÊNIO - Terceiro encontro: 03/11 – tema: a divulgação da danç

OXIGÊNIO - Terceiro encontro: 03/11 – tema: a divulgação da danç

da esq. p/ dir: Thelma Bonavita, André Fonseca, Ana Paula Sousa,
Márcia Marques e Julio Daio Borges

OXIGÊNIO - Terceiro encontro: 03/11 – tema: a divulgação da danç

OXIGÊNIO - Terceiro encontro: 03/11 – tema: a divulgação da dançOXIGÊNIO - Terceiro encontro: 03/11 – tema: a divulgação da danç
Cristian Duarte e André Fonseca

OXIGÊNIO - Terceiro encontro: 03/11 – tema: a divulgação da danç

OXIGÊNIO - Terceiro encontro: 03/11 – tema: a divulgação da danç

OXIGÊNIO - Terceiro encontro: 03/11 – tema: a divulgação da danç

Renato Paschoaleto, o fotógrafo
Foto: Inês Correa


Quanto à fotografia na dança... Fica pra depois. Mas tenho algo a dizer a respeito e faço em formato de homenagem aqui logo acima e abaixo, pra bom entendedor.

Usei o termo o fotógrafo para ele, porque o Renato Paschoaleto sabe a importância de estar lá registrando compartilha o mesmo espaço sem medo com outro profissional da mesma área, fotógrafo ou fotógrafa. Assim deveriam ser todos os profissionais.

Afinal, informação deveria estar acima de tudo.

Ainda não tenho em mãos as fotos do Renato Paschoaleto do terceiro encontro, mas fiquei feliz em poder compartilhar imagens com ele nos outros. Veja aqui e aqui.

Novembro 03, 2009

SATYRAS DA DANÇA

A DANÇA VAI PARA A SATYRIANAS

Ontem, 02.11, foi o último dia da Satyrianas. Para mim começou quando fui fotografar o Dramamix e finalizou quado fui para a Residência, a mais nova tenda da Satyrianas (iniciou em 2009). Veja a íntegra do dia lá no blog da Maratona Fotomix e sobre dança na nova tenda da Satyrianas aqui mesmo.

A curadoria da tenda mudou todos os dias. Passou nas mãos de Ruy Filho que entregou o cartucho para Mario Bortolotto. No domingo, um dia inteiro musical.

Para fechar a temporada da Tenda Residência na Satyrianas, no último dia, as curadoras Helena Bastos e Rosa Hercoles trouxeram uma proposta de troca de experiências no sentido de “assumir a Semana das Satyrianas como uma ação política em dança”: Satyras da Dança.

SATYRIANAS_último dia
17h48m
Processo de Criação do Projeto Final de Dança do Curso de Comunicação das Artes do Corpo
Zélia Monteiro


SATYRIANAS_último dia
19h30m
Versos da última estação
Vanessa Macedo


SATYRIANAS_último dia SATYRIANAS_último dia SATYRIANAS_último dia

20h30m-22h00m
Médelei (eu sou brasileiro etc e não existo nunca)
Concepção e direção: Cristian Duarte
Criação e Performance: Sheila Areas, Cristian Duarte, Tarina Quelho e Eros Valério

Fotos Inês Correa

Novembro 02, 2009

AINDA TEM SATYRIANAS HOJE

MAS É O ÚLTIMO DIA.


Muitas fotos foram e continuam sendo postadas lá no blog da Maratona Fotomix. Não só as minhas mas de muitos outros fotógrafos. Hoje ainda estarei por lá. Apareçam.

Skate - Praça Roosevelt
Tem gente que gosta de competir, de tentar passar na frente do outro.
Nem sempre consegue, mesmo dando tudo de si

Skate - Praça Roosevelt

Tem os que deslizam durante o dia e não percebem quando a noite chega

SATYRIANAS_SÁBADO
Alguns preferem descer de pressa

Ines Correa_011109_4885
Outros nem tanto

SATYRIANAS_SÁBADO
Essa correu o quanto pode pra não perder nada durante a Satyrianas


Praça Roosevelt - Satyrianas, 2009
Fotos Inês Correa

Rourke Song


Rourke Song - Satyrianas - Tenda Residência


31.10.09, 00h24m – Tenda Residência
Rourke Song
Texto de Marcelo Trasel
Direção de Fernanda D´Umbra
Com Mario Bortolotto e Marcelo Paiva
Satyrianas, 2009
Foto Inês Correa

Aí galera, pau na máquina


Ines Correa_011109_4676
Daniel Fuser, Thais Menegati, o namorado e Vitor Borgheresi.
Descontração na tenda do Drmamix
Domingo, 01.11.09
Foto Inês Correa

Novembro 01, 2009

DE OLHO NO SATYRIANAS - 1


Sábado, 31, último dia de outubro e início do domingo, 1, primeiro dia de novembro lá na Praça Roosevelt o tempo não parou - muito movimento, loucura, e novidades. Postei as fotos lá no Fotomix. Os links estão abaixo:

Som na Caixa
O movimento nas tendas
Uma lua linda no céu acompanhou tudo
Visumix, loucuras no Satyrianas

Outubro 30, 2009

SATYRIANAS NO FERIADO


No feriado, faça chuva ou faça sol, estarei no SATYRIANAS 2009. Saia de casa também. Veja a programação completa aqui e apareça. São 78h de teatro, música, cinema, dança, literatura e artes plásticas. Quer ver minhas fotos? Quer ver muitas outras fotos? Vá até o blog do Fotomix, a única maratona fotográfica cultural do Satyrianas.

Equipe Fotomix

Organização e Curadoria: Felipe Denuzzo, Flávio Sampaio, Luciana Camargo
Coordenação: Bárbara Ablas, Gastão Guedes, Ines Correa, Ricardo Massaki e Will Prado
Fotomix: Alexandre Bigliazzi, Bárbara Ablas , Caio Henrique Siqueira, Christiano Albuquerque, Cláudia Chedid, Dani Agostini, Daniel Fuser, Diego Kuffer, Eduardo Romeiro, Felipe Denuzzo, Fernando Pilatos, Flávio Doin, Flávio Sampaio, Gaspar Nóbrega, Gastão Guedes, Giovana Pasquini, Igor Vazzoler, Ines Correa, Ivan Abujamra, Luciana Camargo, Mauricio Lopes, Marcelo Ferrelli, Nancely Humeniuck, Ricardo Lisboa, Ricardo Massaki, Sylvia Sanchez, Thais Menegathi, Vanessa Salomão, Vitor Borgheresi, Vivian Sechin, Wagner Carmo, Will Prado, Willians Moraes, Zé Carlos Barreta.
Nossa Tela:, Evandro Santos, Beatriz Natália, Carla Martins, Jonaedson Amaro, Leila Bana, Marcos Aurélio, Rogério Souza e Tiago Costa.

PORTA DE ESCOLA

TÁ LENTA!

Minha filha chegou da escola e disparou a seguinte pergunta: “Mãe, qual meu talento? Porque hoje na escola estavam fazendo uma seleção pra semana que vem e cada um tem que falar o talento que tem e minha professora falou que meu talento é fotografia porque todo mundo viu no
Catraca Livre e saiu no rádio e… mas eu não quero ter esse talento e… minha amiga vai dançar, a outra cantar e a outra… e me disseram pra fazer uma exposição das fotos e meu amigo dos desenhos dele…”

Respondi: “Calma filha, calma. A vida não é assim. Talento é uma coisa que não se tem, se constrói. Caça-talento é coisa de programa de auditório. A escola deveria se preocupar em ensinar cada um de vocês a construir, a materializar idéias. Ajudar a estudar assuntos de interesse!”. Ela parou, olhou pra mim e disse: “O quê?

Se a mãe fosse mais simples diria faça aquilo e pronto. Mas não é, então descarregou: “qual é a da escola de jogar uma proposta sem orientar? As crianças ficam achando que o sujeito é artista porque nasceu com algum dom sobrenatural. Que falta de noção e que desrespeito com quem estuda para fazer um trabalho diferenciado!”. E continuou: “Não sei o que dizer filha, ligue pro seu pai. Ele pode te ajudar”.

Ela ligou. Depois que falou com ele pediu: ”Mãe, você pode me dar as fotos que fiz pra eu levar pra escola?”. A mãe, eu, dei a ela e disse: ”Mesmo que não seja exatamente o que você quer, sei que aqui tem o resultado de alguns dias de dedicação. Vi você interessada e ocupada em fazer as fotos, ok? Foi um bom trabalho. Resultou a idéia para os outros de que é seu talento. Mas é atual, não natural.”.

Moral da escola, quer dizer, da estória: “odeio porta de escola”.

RUA AUGUSTA E AVENIDA PAULISTA Orelhão na Rua Augusta
São Paulo, 2009
Foto: Júlia Correa Bulhões

RUA AUGUSTA E AVENIDA PAULISTA
Rua Augusta vista do ônibus
São Paulo, 2009
Foto: Júlia Correa Bulhões

RUA AUGUSTA E AVENIDA PAULISTA
Rua Augusta em dia de chuva
São Paulo, 2009
Foto: Júlia Correa Bulhões

Outubro 29, 2009

ENTRE ARTES

FOTOGRAFIA E ARTE III

Ainda sobre o tema o tempo e a arte ou a relação entre as artes no tempo…
Quando escrevo imagino que o parágrafo está entre as frases como o rio entre duas partes de terra. Juntos formam o todo. Vou usar o mesmo formato para expôr minha idéia em fragmentos de texto e posts relacionados.

Contei no post Fotografia e Arte I, que na semana passada fui com a Gina Dinucci, do Encaixe, lá no Paço das Artes, lembra? E no post Fotografia e Arte II, falo sobre o livro do Jacques Aumont e a importância do passado para o presente.

Pois é, qual a relação com o que vou escrever agora? Vou tentar explicar em dois fragmentos:

Fragmento 1

Fomos assistir a palestra Projetos e Artistas, com o Milton Sogabe, professor do Instituto de Artes da UNESP, que pode ser ouvida no Canal de Projetos (paciência porque a gravação tem um áudio precário). Ouvir o Milton falar sobre a arte e o artista é muito construtivo porque ele faz com que o passado atravesse o futuro no presente. De que maneira? Quando comenta que os desenhos feitos nas cavernas não passam de… “instalações”. O tempo se perde na imagem.

Palestra do prof. Milton Sogabe (UNESP)Milton Sogabe
Paço das Artes, 2009
Foto: Inês Correa


Fragmento 2

No mesmo dia da palestra do Milton, no Paço das Artes, a Gina me apresentou a exposição da artista contemporânea Pipilotti Rist. Ainda está lá e no MIS – Museu da Imagem e do Som). A artista suíça abraça artes de todos os tempos: vídeo, fotografia, colagem, ultrassom, design. Sem preconceito ou preocupação em desvincular, Pipinotti Rist, ao contrário, transita com tranquilidade desde às artes visuais, ou não, até as artes do corpo dela ou do nosso.

Expo Pipilotti

Blood Room, 1993-98
(Quarto de Sangue)

Foto Inês Correa

Falei do corpo dela ou do nosso porque no trabalho em vídeo I couldn’t agree with you more (Eu não poderia concordar mais com você), de 1999. Pipinotti consegue afetar, causar vertigem no corpo de quem assiste. Não sei se é possível considerar uma transição para as futuras artes interativas?

Mas o que me fez pensar nas amarrações do tempo, na idéia de que nada substui tudo ou na importãncia de trazer os conhecimentos do passado para o presente foi o vídeo Ever is over all (Sempre Está Acima de Tudo), de 1997. É possível ver alguns trechos dos trabalhos no vídeo abaixo.

Vídeo disponível no youtube
Revista Bravo


Saia de casa
Exposições de Pipilotti Rist

Paço das Artes
de 6 out a 6 dez 09

MIS – Museu da Imagem e do Som
de 6 out a 31 jan 2010

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Fotografia e Arte II – Nada substitui tudo
Fotografia e Arte I

Outubro 28, 2009

FOTOGRAFIA E ARTE I

Blog é uma coisa bem esquisita porque quando se lê tudo sai de trás pra frente. Então o que escrevo agora está relacionado com o que está abaixo, diferente de um texto escrito num livro. Num livro o que escrevo aqui teria relação com o que está acima. Faz diferença? Pra quem não se adaptou ao novo recurso, sim. Para mim, não. Porque o que vem antes ou o que vem depois, qualquer que seja a ordem, faz parte do momento que vivo.

Quando fui escrevendo fui trazendo as idéias sem uma ordem. Não sei se isso explica: sou fascinada pelas aventuras da Alice, de Lewis Carrol. Adoro a as idéias e brincadeiras com relação ao tempo, ao espaço e tamanho, etc. Os questionamentos dela. A frase - “já vi muitos gatos sem sorriso. Mas sorriso sem gato! É a coisa mais curiosa que já vi na minha vida.”.

Voltando no tempo.

Falar sobre Fotografia e Arte em 3 partes segmentadas partiu da ida até o Paço das Artes, convite feito pela Gina Dinucci. Conheci a Gina lá na UNESP. Depois conheci seu blog, o Encaixe.

Gina Dinucci
Gina Dinucci “transfigurada”
na obra de Pipilotti Rist
Paço das Artes, 2009
Foto Inês Correa


A idéia do Encaixe é fazer um “jogo” de trabalhos que se encontram e se encaixam. Todo mês um artista é convidado a administrar. Junta-se a outros e amplia “o número de participantes e de alcance do jogo”. No mês de outubro, Mariana Zanetic escolheu o tema Paisagem-ato. Enviei a foto:

Ines Correa_280209_40

Meu vestido na janela dela - 8h26m
Foto Inês Correa



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NADA SUBSTITUI TUDO

FOTOGRAFIA E ARTE II

Leio diversas coisas ao mesmo tempo. Não sei se é bom ou ruim mas assim o faço. Estou lendo A Imagem, de Jacques Aumont, Papirus Editora, 13ª edição. Leitura boa para quem faz da imagem meio de vida. Na pág. 165, Jacques expõe duas direções da fotografia: a de Daguerre (a escrita da luz) e a de Fox Talbot (photogenic drawings). Explica que “o primeiro tipo serviu de imediato para fazer retratos, paisagens, reforçou e depois substituiu a pintura em sua função representativa”. Não sei o que vem depois, ainda não li. É precipitado analisar antes de terminar o livro. Mas refletir faz mal?

Sobre a frase “substituiu a pintura em sua função representativa”. Não acho a palavra substituir adequada para falar de algo que vem depois do que existiu – ou existe (fotografia e pintura). A pintura é uma arte sem substitutos, como outras artes. Cada uma nasce num tempo, só isso. E na pintura inspiram-se novos criadores – ela ainda é admirada e não se desfez. Além de não ser possível esquecer que foi e é o fio condutor de muitos fotógrafos.

Ao fazer uma substituição, tiramos uma coisa para colocar outra em seu lugar. Ou estou errada? Não acho que o novo mata o velho. O que vem depois do que estava acrescenta, coexiste. Mesmo porque não dá pra entender o que está sem saber o que havia…

Como entender a gravura sem pensar na pintura? E a fotografia sem conhecer a gravura? E o cinema pode ser imaginado antes da fotografia? E o vídeo existe sem saber o cinema? E a computação? 2D, 3D? Realidade Virtual e Realidade Aumentada? O que tudo hoje é sem o anterior? E o que será sem o todo?

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Outubro 22, 2009

DANÇA INERENTE


O título acima parte do fato de que a imagem interpretada pela foto abaixo (das meninas na praia) manifesta uma dança que denomino inerente porque parece natural, desenvolvida sem cultura, ao menos, dirigida.

Não sou a pessoa mais indicada para falar de dança. Existem conhecedores do assunto. Estou procurando conhecer mas tenho consciência de que ainda estou dançando bastante.

Desde que o mundo é mundo e bem antes de ser imundo, a dança já fazia parte de diversas culturas: uma manifestação da antiguidade. Ao lado, outras artes: o teatro, a música e a pintura.

A caminho de Angra
Aninha e Júlia
Angra dos Reis, 2009
Foto: Inês Correa

A fotografia é nova, veio bem depois. Posso estar enganada no que vou escrever. Falta conhecimento teórico. O que me envolve, que me instiga na dança é utilizar o próprio corpo como mídia. Assim como o teatro usa a fala e a música (canto), a voz.

A pintura deve ter sido a primeira a utilizar uma mídia (externa). Por favor, se estiver errada e alguém estiver lendo, me ajude. Mas fico pensando que para talhar uma pedra de uma caverna já era preciso uma pedra ou um pequeno pedaço de pau – coisa que é fantástica.

Não pretendo dar mais valor a uma ou outra manifestação artística. Toda mídia, do corpo ou externo a ele, pode transformar-se em arte ou não. Escrevo aqui o que penso. E penso que para mim a dança acrescenta na maneira como olho a vida, assim como a fotografia. Uma complementa a outra.

Outubro 21, 2009

CULTURA ESTÁ PARA ECONOMIA

ASSIM COMO ECONOMIA ESTÁ PARA PÚBLICO

Será que tudo é matemática/lógica pura?

Quando em 87-88 meu pai comprou o primeiro computador, o CP500, para imprimir conectamos a novidade em uma máquina de escrever elétrica (bem sofisticada para a época). Era preciso conhecer uma série de códigos. CTRL+ ALT- ALT+ SHIFT e coisa e tal. No mesmo período eu trabalhava numa empresa onde havia um computador um pouco mais inteligente. Tinha sistema DOS e o editor de texto era um wordstar. Uau! Minha avó diria que era o coqueluche do momento.

De lá pra cá pcs, macs, microsoft, google, twitter, facebook, blá, blá, blá, brigam para concentrar o maior número de pessoas e engordar suas contas bancárias. E que contas! Tanta coisa mudou e tudo o que estiver escrito hoje pode não ser mais o cardápio de amanhã ou do próximo segundo. E vá tentar viver sem tudo isso… Somos consumidores de tecnologia. Poucos conseguem sobreviver sem aderir a toda essa parafernália tecnológica.

Onde está o público?

Mas peraí (uso o termo peraí porque Corpo em Imagem é um blog pessoal, espontâneo, sem amarras). Sentei aqui diante do computador pra escrever sobre o evento que presenciei ontem, o Oxigênio. Lembra quando falei do primeiro encontro aqui? Hoje falarei do segundo. A discussão foi sobre uma questão importante não só para a dança contemporânea mas para todo e qualquer setor: formação de patéia.

Quando se produz alguma coisa é para alguém consumir. Mais ou menos como acontece na cozinha: ninguém prepara um almoço pra jogar no lixo. Alguém vai comer. Mas tem quem goste de jiló e quem não goste de pudim. Em casa toda mãe conhece o gosto do filho e do marido, da mãe e do pai. Mas como saber, num mundo cheio de pessoas diferentes (ainda bem), quem gosta do que? Aonde está o consumidor, o público alvo? Quem é ele, qual o seu perfil ou como ele é de frente mesmo? Como encontrar o dito cujo?

As empresas que trabalham com tecnologia sabem. As emissoras de televisão sabem. Os publicitários sabem. O setor de alimentos, de cosméticos, de eletro-eletrônicos; as redes de supermercado, etc. Todos reconhecem muito bem seu público. Um exemplo fácil de perceber é quando você entra no Pão de Açúcar: iluminado, organizado, limpo, funcionários bem treinados. Daí você vai fazer compras no Extra: mercadoria jogada no chão, não tem produtos de determinadas marcas, desorganizado, filas no caixa. Incrível, não existe a menor preocupação em educar o público? Cada um no seu quadrado?

Produzir para um público pré-definido

O segundo encontro veio na direção do primeiro. Não dá pra tratar de cultura sem economia e não dá para pensar em economia sem pensar em público. Tres oxigenadores trouxeram experiências: Gabriela Gonçalves, artista da dança e produtora cultural, Adriana Grechi, coreógrafa e coordenadora do estúdio Nave e Amaury Cacciacarro Filho, diretor da Fractal Produção Cultural.

OXIGENIO - FORMAÇÃO DE PLATÉIA

Oxigenadores do segundo encontro.
Adriana Grechi, Amaury Cacciacarro,
André Fonseca e Gabriela Gonçalves.
São Paulo, 2009.
Foto: Inês Correa

Adriana e Amaury contaram suas experiências com o Teorema e o Festival Contemporâneo de Dança. Gabriela Gonçalves sugeriu ser importante escolher o local mais apropriado para apresentar um trabalho e a necessidade de se trabalhar os entornos. Discutiu a falta de continuidade dos projetos e a relevância da parceria com a educação. Propôs uma divulgação direcionada e usou o termo “produção sem métodos”.

Crise do sistema de produção de consumo gera crise em todos os setores

O que me fez iniciar o texto citando tecnologia da informação e novos meios foi a frase: “produção sem métodos”. Quando ouvi o termo surgiu na cabeça um sistema não linear. Talvez seja a forma de driblar e remontar todos os raciocínios que estão arraigados a tantos anos na organização econômica vigente. Mas o que é organização linear?

Acho que os jovens que nasceram nos anos 90, os nativos do computador, devem saber lidar melhor com isso. Quando cheguei em casa naquela noite e contei pro meu filho sobre o tipo de conversa que havia surgido no segundo encontro ele me falou que eu deveria assistir The Story of Stuff, com Annie Leonard. Dá pra ver legendado em português ou em inglês direto no site. Pra quem ainda não viu, somente 21 minutos e uma explicação bem didática sobre os produtos de consumo, como são feitos, a crise do sistema como um todo, e os limites do sistema atual, o sistema linear. Nada disso é novo mas é sempre bom termos em mente que há muito para mudar e é preciso refazer, redesenhar. Porque o que está aí faz parte de algo que foi criado ao longo dos anos anteriores e que não funciona mais.

Buscando saídas

"It’s too complicated to" transferir a lógica do que está gerando a crise mundial - que ao que parece tem a ver com produção e consumo em escala exagerada -, para o setor de produção cultural – cujo problema parece ser produzir e não ser consumido. O vídeo mostra a situação nos EUA, um país cujo povo tem febre de consumo. Aqui no sul existe uma tendência de se espelhar no vizinho do norte e de se despir para ele. O estado mórbido da economia já está na mesa de todos nós brasileiros. Mas o que o brasileiro consome? Futebol? Novela?

Talvez seja o caso de tentar fazer alguma analogia, ver o que é possível aproveitar dos erros e vícios que já estão desencadeando consequencias devastadoras. E observar como esse sistema corrosivo trata a arte e todas as manifestações culturais. Procurar novos rumos. Se negar a trabalhar nos formatos e valores atuais para gerar opções novas. Fazer um movimento contrário. Educar o público que está intoxicado com o caos existente e que deve estar por aí consumindo sei lá o que.

Sem uma união no sentido de provocar mudanças qual será a herança que fica? Mas será que cada um de nós está preparado para mudar? Deixar os padrões e preconceitos de lado e colocar a mão na massa de um jeito diferente do que está aí? Criar novas saídas?

Oxigênio - Segundo Encontro.
São Paulo, 2009
Fotos: Inês Correa


Próximo encontro – 03/11 – tema: jornalismo cultural

Outubro 18, 2009

PROFISSÃO: COMANDANTE

RETRATO DAS ESCOLHAS DA VIDA

Minha filha perguntou o que seria de mim “quando crescesse” se não fosse fotógrafa. Olhei por todas as janelas disponíveis e só consegui responder que ainda tinha e tenho muito a aprender pra ser alguma coisa. Mas que fazer o que se tem prazer deveria ser a meta de qualquer pessoa na vida. E prazer para mim é sinônimo de fotografar.

Vista da vigia.
Angra dos Reis - RJ, 2009
Foto: Inês Correa

Na mesma semana outra estória de vida confirmou a questão o que ser e o que não ser. Minha amiga Leda me convidou pra passar o dia no barco que era casa de uma amiga em Angra. Chegando lá fomos recebidas pela comandante Christina Amaral. De longe só dava pra ver uma mulher alegre. De perto, radiante. Dos olhos brilhavam lembranças do mar. Da boca cada coisa contada, uma aventura.

Empresária do setor de alimentação “perdeu o leme” e resolveu “ter o leme” de volta em alto mar, no veleiro Aquarela. Decisão radical. Na vida é preciso coragem. A Chris caprichou. Disse que quando passou dos 30 resolveu fazer o que mais gostava - velejar. Abriu mão de muito e foi viver com pouco, porque dentro de um barco cabe muito pouco. Não tem espaço. Fora dele, um oceano...

Comandante Christina Amaral
Angra dos Reis - RJ, 2009
Foto: Ines Correa

Duas coisas chamaram minha atenção porque tinham relação com alimento, o "primeiro setor" da vida da Chris. Primeiro ela disse que quando atracava havia muitos homens e eles respeitavam o fato dela ser mulher, cuidavam dela até. Quando acordava de manhã, abria a porta do veleiro e do lado de fora tinha um baldo com um peixe fresquinho. Algum pescador havia deixado.

Outra coisa que achei linda foi ela dizer que chegar pe
lo mar em uma cidade era como entrar pela porta da cozinha. Contei pra Neide Rigo, do Come-se, claro. Imagina se ela não ficou interessada em saber quanto custa pra fazer um passeio de veleiro? Afinal, conhecer as cozinhas das cidades...

Mas como sobreviver num mercado abarrotado de gente sem
ter ao menos satisfação? Qual a finalidade? Ganhar dinheiro? Mas dinheiro não se ganha, se faz com trabalho. E trabalho se faz com gosto. Caso contrário, é mau gosto.

Então o que ser quando crescer afinal? Como responder pra um filho? Só consigo voltar a dizer que cada um tem que achar a própria resposta. A da Chris, velejar. E finalizaria: bons ventos. A
Neide, cozinhar e pesquisar sobre alimento. Provavelmente falaria: bom apetite. Eu: fotografar. Então termino desejando a todos: boa luz.

Porto Bracuhy, Angra dos Reis - RJ, 2009
Foto: Ines Correa

Outubro 15, 2009

MOVIMENTO IN BROTO

Movimento in broto é uma ilustração sobre o culto a primavera.

Edição e fotografia: Inês Correa e Neide Rigo
Captação de imagem em vídeo: Neide Rigo

Duração: 2'57"


Outubro 10, 2009

CORPO ORGÂNICO V


Brotos da Primavera
Fotos Inês Correa
São Paulo, 2009

CORPO ORGÂNICO IV


Fotos Inês Correa
São Paulo, 2009

CORPO ORGÂNICO III


Brotos da primavera
Fotos Inês Correa
São Paulo, 2009

COMPOSTO

UM E OUTRO


São Paulo, 2009
Fotografia Inês Correa

Outubro 07, 2009

MOVIMENTO

IDA E VOLTA

Rio de Janeiro, 2009
Fotografia: Ines Correa

Outubro 06, 2009

REVELANDO POSTURAS

Fotografia e Direito Autoral
Dança e sustentabilidade

Nunca fui muito de fazer política. Mas tem quem diga que sempre olhei pra vida como se fosse uma luta de classes. Não tem como negar. Já dentro da sala de aula, na escola, a classe se divide. Há também a diferença de classe econômica, social, cultural e política. Tem gente que luta até porque tem uma cor diferente do outro ou porque acredita em um Deus ou não. No esporte a luta se dá de forma competitiva – ganha quem chega mais rápido, ou quem bate mais forte.

Sobreviver é antes de tudo lutar, pacificamente ou não. E para se fazer uma luta é preciso aliados, grupos pensantes ou ações isoladas.

Porque falar sobre postura política num blog de fotografia e dança que propõe uma leitura do corpo em imagem? Algumas atitudes que aconteceram no início de outubro me levaram a refletir sobre o assunto “postura política” no mercado de trabalho. Uma isolada outra coletiva, na fotografia e na dança respectivamente.

Fotografia e Direito Autoral

O primeiro procedimento politicamente correto li no blog Tramafotografica, da querida Simonetta Persichetti, no dia 2 de outubro. É interessante ler na íntegra. O título do post era Carta aberta de Patrícia Gouveia. Na carta enviada à produção do Prêmio FOTOARTE 2009, Patrícia Gouveia abdica da Menção Honrosa que recebeu porque não concordou com a redação do termo de cessão de direitos de imagem que sofreu uma alteração - duas cláusulas que não constavam do regulamento foram incluídas e elas ferem os direitos autorais dos fotógrafos.

Dança e sustentabilidade

A segunda ação que ocorreu foi o encontro coletivo do Oxigênio, no Desaba, de Thelma Bonavita e Cristian Duarte. A proposta inicial é “fazer um diagnóstico da situação atual da sustentabilidade da produção de dança contemporânea”. A reunião de ontem contou com dois oxigenadores – Helena Katz, professora da PUC-SP e crítica de dança do jornal O Estado de São Paulo e André Fonseca, diretor da Projecta e consultor de planejamento e gestão de ações culturais - Cultura em Pauta.

André Fonseca, apresentou um quadro sério sobre a situação da dança em São Paulo, em termos de números, de público e de modelos de produção. Falou sobre formação de platéia e captação de recursos. Enquanto isso Helena Katz implorou: “hoje não é possível trabalhar cultura sem economia”. Enfatizou a urgência de vincular cultura e economia e começou propondo uma Agenda de Tarefas como ponto de partida para levar a dança contemporânea para o mercado de trabalho.

Precisamos rever nossas posturas.

Placar final da partida: Tempo bom para a fotografia e a dança.



São Paulo, 2009
Fotografias do evento: Inês Correa

FOTOGRAFIA E DANÇA

Na primeira vez que apareceu na minha vida a fotografia foi uma adoração de menina que cresceu e se desfez quando da necessidade de tratar o desenvolvimento sustentável no Litoral Sul Paulista. Quando a televisão me levou a decifrar essas questões um clic não bastava. Precisava ser narrado e descrito, com direito a som e videoclip, entrevistas e idéias que de novas agora circulam velhas mas não resolvidas.

A fotografia chegou e despertou em mim pela segunda vez uma vontade de retratar. Não só mas também descrever. Até quase conseguir interpretar. Com ela apareceu a dança que me fez paralisar e rever a leitura escrita na luz. Revelou o movimento. Nela mesma e no todo.


Maria Clara e Júlia.
São Paulo, 2009.
Foto Inês Correa

Outubro 01, 2009

PROJETO PRIMEIRO PASSO

SESC POMPÉIA

In-cômodo-ser-eu-só-tanta-gente
Estela Lapponi


Restricto
Amanda Villani e Ilana Elkis


Da esq. p/ dir.: Estela Lapponi, Silvia Soter,
Helena Katz, Amanda Villani e Ilana Elkis
Fotografias: Ines Correa
São Paulo, 2009

Setembro 26, 2009

SOBRE TODOS NÓS


Sobre Todos Nós.
Grupo Gestus
São Paulo, 2009
Fotografia: Inês Correa

Sobre Todos Nós revive o universo simbólico da criança e associa aquilo que as crianças de hoje têm em comum: sonhos, desejos, carências.
16 crianças inspiraram este processo de criação. 16 crianças que podem ser qualquer criança. 16 crianças que falam Sobre Todos Nós.

Saia de Casa: dias 26 e 27 de setembro, em São Paulo.
Mais informações clique aqui.

Setembro 24, 2009

QUANTO FOTOGRAFAR


Na hora de entregar as fotos a pessoa olhou para mim e disse: "Cinquenta fotos?". Respondi que sim e pedi desculpas pelo número tão grande porque sabia que deveria representar o acontecimento em um único quadro mas que ali tínhamos um documento interessante. Acrescentei que não tinha conseguido mas que provavelmente se buscássemos saberíamos qual delas era a melhor foto para descrever o acontecimento. Para minha surpresa a pessoa disse: "não, eu acho pouco. Esperava 300 a 400 fotos".


Pavio curto que sou respondi sem pensar, no impulso: "Quatrocentas? Desculpe, mas se você pretendia ter um número tão grande de imagens para definir um evento tão pequeno deveria ter contratado alguém para filmar". E disparei: "Porque fotografamos? Fazemos fotos para recordar, para ter a memória de um fato. Os acontecimentos terminam e a fotografia fica. E o mais importante é a quantidade de informação que uma fotografia contém, não a quantidade de fotos que fazemos de uma mesma situação. Não que isso não seja possível. Podemos documentar e ter como resultado uma série, como temos aqui. Um grupo de cinquenta imagens. Mas num único quadro é possível interpretar um acontecimento. A fotografia captura um instante, põe em evidência um momento, é testemunho...

Bom, vale lembrar que foi o último trabalho que fizemos junto. Mas é gostoso recordar algumas passagens que parece que temos que enfrentar vez ou outra. Uma delas é essa: quando alguém nos contrata para fazer um trabalho e conhece pouco sobre o tipo de pedido que está fazendo. Ou pensa que a melhor forma é com uma determinada arma mas não tem certeza de como aquilo tudo funciona.

Setembro 22, 2009

MOÇAS MADE IN BURI

Recebi mais um imeio da Lourdes, aquela moça que havia me enviado o nome da moça que está enrolando o bolinho, a Bernadete. Nunca tinha pensado como um blog pode se tornar uma novela de uma hora para a outra. Deve ser assim, em doses homeopáticas, um bucadinho de cada vez.

Só tem uma coisa. Apesar de ser caipira também e ter a maior calma do mundo (acho), não aguento esperar o dia seguinte. Então vamos já saber o que estava escrito no imeio da Lourdes sobre a Moça de Buri:

"Eu sou a moça que está ao lado da Bernadete. A que está de cabeça abaixada é a Igina e a de costas, é a Zelinda, todas professoras Made in Buri. Completei quem faltava. Muito obrigada, Buri agradece...."

Moças Made in Buri
da esq. p/ dir.: Igina, Bernadete,
Lourdes (grande colaboraadora do Corpo em Imagem)
e Zelinda (de costas)
Revelando São Paulo - São Paulo, 2009
Foto Inês Correa

A foto ganhou até uma cor e um novo título pra aparecer aqui de novo e trazer as Moças Made in Buri (reparem na camiseta - acho que só da pra ver melhor quando a foto está maior).

Genial, Lourdes. Que delícia ter recebido seus imeios e comentários. Ficaremos em contato, ok? E espero rever vocês no Revelando São Paulo do próximo ano. Ou quem sabe antes, não é mesmo? Obrigada. Abraço, Ines

O NOME DA MOÇA

No dia 17 de setembro postei um retrato - Moça de Buri -, aquela que olhou direto pra minha lente, fez uma pausa e esperou o clic. Mas cometi uma falha. Não coloquei o nome na legenda.

Qual não foi a minha surpresa quando hoje recebi o imeio da Lourdes (agora é você Lourdes que eu não sei de onde é). Ela mostrou que é uma leitora interessada e se encarregou de enviar o nome da moça. Pois é, a Lourdes conhece a Moça de Buri e agora a foto já tem legenda aí embaixo. É o que chamo trabalho de equipe. Valeu Lourdes, obrigada.

Maria Bernadete, professora de Educação Infantil,
enrolando um bolinho de mandioca com carne
Foto: Inês Correa
São Paulo, 2009

Setembro 19, 2009

HENRY CARTIER-BRESSON

FOTÓGRAFO

Exposição de Henry Cartier-Bresson
SESC Pinheiros - São Paulo, 2009
Fotografia: Inês Correa


Não me lembro de ter visto nada parecido. Também não sou a pessoa mais indicada pra dizer se houve ou não algo assim: um lançamento de livro + uma exposição, ou melhor duas, + um filme + muitas palestras e oficinas. Um "combo". Tudo regado ao melhor sabor: Henry Cartier-Bresson.

Nunca fui totalmente fiel a fotografia. Durante bons anos da minha vida tive alguns amantes: desviei meu olhar para o vídeo e a televisão, usei a escrita para materializar meus pensamentos. Mas sempre procurei a fotografia como se fosse "o porto seguro?" e nunca deixei de amá-la. Entretanto esse desvio de conduta poderia ter feito com que eu perdesse alguns acontecimentos, sabe-se lá.

Na dúvida, fui visitar o blog da Simonetta Persichetti, perseguidora e conhecedora fiel da fotografia. Percebi que não estava errada. Ela fala sobre Cartier-Bresson no Tramafotografica, e descreve o evento no SESC Pinheiros com a grandeza que se tomou forma.

Explico. Quarta-feira saí de casa para o que eu achava que seria mais uma exposição de fotografias. Com um diferecial, e que diferencial, fotografias de Cartier-Bresson. Cheguei ao SESC Pinheiros e o estacionamento estava um caos, até aí nada de anormal para um lançamento de livro mais exposição. No saguão de entrada boa bebida e comida. Perto do caixa a "feirinha" com todo aquele material lindo que o SESC vende - livros, bolsas, guarda-chuva, cadernos, etc. Mas estava querendo ver o livro.

A primeira surpresa: O livro HENRY CARTIER-BRESSON - FOTÓGRAFO (tem que ser em caixa alta), da Editora Cosacnaify e Edições SESCSP é simplesmente de tirar o fôlego. Bárbaro. Um super livro compelto - 343 páginas tamanho 29x30 centímetros (fechado), com as fotografias fabulosas em preto e branco de Cartier-Bresson. Uma edição espetacular.

Bom, daquele tamanho, o negócio era deixar pra comprar o livro no final, depois de ver a exposição e beber um pouco e se divertir, trocar boas conversas. Porque o livro é pesado e tem que ser admirado em casa, no sofá, com calma, muita.

A segunda surpresa: um filme também em preto e branco. Vou ter que voltar para vê-lo na íntegra, claro. Pouco tempo, e muita, muita coisa pra ser vista.

A terceira surpresa: uma exposição vasta, distribuída entre o andar térreo e o 2º andar do prédio. Muitas fotos, nunca havia visto uma exposição com tantas fotos e boa iluminação para vê-las, todas fotos do mestre Bresson.

Conseguiu acompanhar tudo? Acha que acabou? Não. Tem mais.

No 3º andar: Bressonianas. O que é isso? Nada mais do que uma coleção de diversos fotógrafos brasileiros que se inspiraram no trabalho de Cartier-Bresson para fazer suas fotos: Cristiano Mascaro, Carlos Moreira, Juan Esteves, Tuca Vieira, Flavio Damm, Orlando Azevedo, Marcelo Buainain. A Simonetta explica de uma maneira muito humorada o título Bressonianas, veja lá.

O que fica disso tudo? A alegria de ver que a fotografia está viva e por muito tempo. Pelo menos até dezembro... (calma, foi só brincadeira). Não percam, tem muito chão até dezembro.

De 17 de setembro a 20 de dezembro 2009
Ter a sex, das 10h30 às 21h30 | sab, dom e fer, das 10h30 às 19h30

Exposição: HENRI CARTIER-BRESSON - FOTÓGRAFO
Térreo e 2º andar
Mostra: BRESSONIANAS
3º andar
SESC Pinheiros
Endereço: Rua Paes Leme, 195
Tel. para informações: 11 3095.9400
Estacionamento com manobrista

Henry Cartier-Bresson, fotógrafo: o livro na Livraria Cultura

PROGRAMAÇÃO

DESVIO PARA O VERMELHO


Aguinaldo Bueno e Carmen Gomide
Desvio para o Vermelho
Foto: Inês Correa
São Paulo, 2009



Apresentações - 2009
Desvio Para o Vermelho (leia mais)

03 de outubro, sábado às 20h00
Galeria Olido – Sala Paissandu – Mostra do Fomento
Av. São João, 473 – República
Entrada Franca
Tel.: (11) 3397-0171

06 de outubro, terça às 21h00
Galeria Vermelho
Rua Minas Gerais, 350 – Consolação
Entrada Franca
Tel.: (11) 3138-1520

15 e 16 de outubro, quinta e sexta às 21h00
Sesc Ipiranga
Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga
R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Tel.: (11) 3340-2000

22 a 31 de outubro, quinta a sábado às 21h00
SALA CRISANTEMPO
Rua Fidalga, 521 – Vila Madalena
R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Tel.: (11) 3819-2287

Setembro 18, 2009

DESVIO PARA O VERMELHO


Aguinaldo Bueno e Carmen Gomide
Fotografia: Inês Correa
São Paulo, 2009

Desvio para o vermelho é uma designação da astrofísica e significa um deslocamento em alta velocidade no espaço, que gera alteração de estado do próprio corpo e a criação de outro campo, imperceptível.

A pesquisa transporta o conceito científico para o espaço cênico e busca revelar o dia-a-dia de um casal por meio de deslocamentos.

Desvio para o vermelho

Projeto e concepção: Carmen Gomide
Direção: Rosa Hércoles

Criadores-intérpretes: Aguinaldo Bueno e Carmen Gomide
Música: Lívio Tragtenberg
Núcleo Eu Et Tu - Carmen Gomide

17 a 19/09/09, 20:00 e 20/09/09, 19:00
Galeria Olido - Av. São João, 473. Centro.
Telefone: (11) 3334-0001


(veja programação de mais apresentações aqui)

Setembro 17, 2009

UMA DUPLA DE CRUZEIRO

6

Não dava pra deixar as moças de Cruzeiro de fora. Quando a Neide se aproxima uma cochicha pra outra: "é ela, a Neide Rigo da Revista Caras". Arrumam o avental, limpam as mãos e chegam pro abraço orgulhosas do trabalho que fazem, felizes porque gostam de fazer comida. Mas não deixam os outros clientes de lado, tratam todos da mesma maneira, com o sorriso estampado.

Romilda, da esquerda nos dois retratos, fala que com ela é assim: "não tem arrozinho, só tem arrozão". Vai enchendo todas as cumbucas até a boca pra sair melhor na foto. A especialidade da casa é Arroz de Suã, tem informações no Come-se.

Neide Rigo, Romilda (de costas) e Lúcia

Romilda e Lúcia, de Cruzeiro

Arroz vermelho com Suã
Cruzeiro, Vale do Paraíba
Foto: Inês Correa
São Paulo, 2009

Ainda no Revelando São Paulo - XIII Festival da Cultura Paulista Tradicional.
Parque da Água Branca.

MOÇA DE BURI

5

E continuando... Ainda resultado de imagens feitas lá no Revelando São Paulo, tem caipira que é assim, meio envergonhado e tem caipira que é assado, meio sem vergonha, assanhado, desavergonhado (no melhor dos sentidos). Olha firme, encara, seduz, cheio de alegria.

Como a moça que tá enrolando o bolinho de mandioca com carne, lá de Buri. Tava tão ocupada mas parou pra pose com estilo e eu nem peguei o nome, pode? Falha minha. Mas fica ai o retrato.

Moça de Buri
Foto: Inês Correa
São Paulo, 2009

A PRODUTORA DE FARINHA

4

Tem caipira que é assim como a Maurina. Envergonhado. Não consegue olhar pra gente direito na hora de fazer a foto. E não para pra pose. Continua proseando. O rosto vai ficando vermelho e o sorriso sai espremido.

Ao lado da Maurina tem um tacho com uma tapioca feita de farinha de mandioca que eu e a Neide experimentamos que é boa demais (no link a Neide fala sobre a farinha e comprova que não precisa ir até a Bahia pra comprar uma farinha de Nazaré das boas, aqui em São Paulo, em Jacupiranga, tem gente que faz farinha das de tirar do juízo.

Na foto das crianças de Cidade Ademar, aí abaixo noutro post, o tacho com as tapiocas aparecem.


Maurina Rocha de Souza,
de Jacupiranga - Vale do Ribeira
Foto: Inês Correa
São Paulo, 2009

RETRATO DO KAMBUKIRA

3

Quanto mais caipira, mais o r puxa, a fala é mansa, a pele é dobradinha de tanto tomar sol e o nome deixa lugar pra um apelido. Como aqui o Kambukira, com K, lá de Guararema.

No dicionário Michaelis online econtra-se:

cam.bu.qui.ra
sf (tupi kambukíra). 1 Grelo ou broto tenro da aboboreira. 2 Guisado preparado com carne e flores de abóbora grande.


Denilson José Ferreira, o Kambuquira

Kambuquira e Emília
preparando uma galinhada
Fotos Inês Correa
São Paulo, 2009

Se quiser uma galinhada pra uma festa, informe-se no site do Kambuquira Eventos, que estará disponível em breve.

Onde: Revelando São Paulo - XIII Festival da Cultura Paulista Tradicional. Parque da Água Branca.

RETRATO DA DONA NEIDE

2

Outro retrato é o da Dona Neide. Ela além de linda e de mostrar cada ingrediente, conta pra cada um deles uma história. E a melhor foi a que aconteceu com ela logo que casou, tudo porque queria agradar o marido. Na íntegra a Neide conta, no Come-se.

Neide de Oliveira Franco, de Iporanga
Foto Inês Correa
São Paulo, 2009

Setembro 16, 2009

RETRATO DO INTERIOR

CORPO CAIPIRA 1

Ontem eu fui ao XIII Festival da Cultura Paulista Tradicional - Revelando São Paulo - no Parque da Água Branca. Quem me fez o convite foi a Neide, não a marvada, mas a Neide Rigo do Come-se, que fez um post sobre as duas Neides. Cheguei lá e ela estava com a Veronika Paulics, escritora.

Andamos "pra cachorro" e, como diz o caipira, "jogamos muita
cunversa fora". Caipira é sempre meio pescador, gosta de conversar e contar histórias. Meu sangue caipira se sente em casa.

Já que a idéia do festival é trazer pra São Paulo a cultura tradicional paulista, aproveitei pra trazer pro Corpo em Imagem o retrato do corpo que vive no interior paulista. Colocarei nos próximos posts.

Neste post, a retratada é a Neide, produtora de uma cachaça tão forte que virou Marvada Neide:

Maria Neide de Souza, de Paraibuna

Cachaça Marvada Neide
Fotos Inês Correa
São Paulo, 2009

QUE APRENDE

CORPO DISCENTE, CURIOSO
CORPO COMPOSTO


Foto: Inês Correa
São Paulo, 2009

Crianças da escola EMEF Elza Maria Costa Freire - Cidade Ademar, conhecendo como se faz tapioca.
Onde: Revelando São Paulo -
XIII Festival da Cultura Paulista Tradicional. Parque da Água Branca.

DANÇA DE RUA

CORPO URBANO

Fotografias: Inês Correa
Centro Cultural
São Paulo, 2009

Setembro 12, 2009

CORPORALIDADE

PROJETO TEOREMA

Estúdio Nave, São Paulo
Tema do ano: Coreografia
Curadoria e programação: Fabiana Dultra Brito
Idealização: Adriana Grecchi

Sexta-feira, 11 de setembro
Propositor Joubert Arrais (CE), crítico de dança.


Milene Pimentel, bailarina


Tatiana Melitello, dance maker


Iara Cerqueira, bailarina

Fotos: Inês Correa


Estúdio Nave: Rua Luis Anhaia 47, Vila Madalena
Informações: (11) 3032-3497 ou teorema@estudionave.com
A próxima edição será no dia 9 de outubro. A partir das 21h
Fonte: Idança

Setembro 04, 2009

AS DUAS

CORPO COMPOSTO II


Vale do Anhangabaú
São Paulo, 2009
Fotografia: Inês Correa

POSE

CORPO ADMIRADO II

Praça Ramos de Azevedo
São Paulo, 2009
Fotografia: Inês Correa

BOQUIABERTO

CORPO ADMIRADO I

Praça Ramos de Azevedo
São Paulo, 2009
Foto: Inês Correa

PONTO.

MERCADORIA, CORPO

Praça do Correio
São Paulo, 2009
Fotografia: Inês Correa


A cidade de São Paulo não para. O centro da cidade menos ainda. Tem gente que trabalha de todo jeito. Gente que vende de tudo porque tem quem compra. Gente que pede e que leva sem pedir. O mercado e as mercadorias variam de uma a outra esquina. Tudo se mistura. Se ganha e se perde...

O negócio é não perder o ponto.

Agosto 25, 2009

FESTIVAL

SP PHOTO FEST

Festival Internacional de Fotografia de São Paulo

10 a 13 de setembro, em São Paulo/SP

Local
MIS – Museu da Imagem e do Som
Av. Europa, 158 – São Paulo (SP)

Informações
Fone: (11) 5052-9189
Email: contato@spphotofest.com.br

Agosto 24, 2009

PALESTRA

Fotografia e video no e-commerce

O Coletivo FotoMix 2009 convida para a palestra gratuita "fotografia e video no e-commerce", com o fotógrafo Adriano Adrião.
Número de vagas: 30 vagas
Inscrição: maratonafotomix@gmail.com

Data: 30 de agosto as 15h na Casa das Caldeiras
Av. Francisco Matarazzo, 2.000 - Barra Funda
A palestra acontece no interior da Casa do Eletrecista - Estacionamento no local.

Agosto 19, 2009

DIA DA FOTOGRAFIA

19 DE AGOSTO

Não sei se teria lembrado. Sei que amanhã tenho que acordar a memória porque é dia 20, aniversário do meu filho. Não sou ligada em datas e preciso sempre me esforçar pra lembrar até mesmo quando acordo e é dia do meu aniversário. Isso porque penso sempre que todo dia é dia de tudo e não me fixo em um só dia. E memórias, as que coleciono, são as fotográficas.

Mas Enio Leite, fotógrafo e professor da Focus Escola de Fotografia escreveu um post no Fotocolagem lembrando de hoje, dia 19 de agosto, lá no século XIX, mais precisamente em 1839, quando a fotografia se tornou domínio público em território francês, e o daguerreótipo, desenvolvido por Louis Jacques Daguerre foi apresentado.

Não vou repetir as palavras do Enio porque lá a história já traz a fotografia lembrada e muito bem. Vão até lá ler. Fico por aqui somente tentando imaginar o que foi para o mundo naquela época essa misteriosa invenção, a caixinha preta de surpresas? Imagino os artistas plásticos tremendo de medo por achar que a pintura havia sido superada. E talvez por temerem que não teriam mais como se sustentar. No texto Enio Leite recorda a declaração do pintor Paul Delaroche: "de hoje em diante, a pintura está morta" .

Seguindo a história relatada volto a pensar sobre o medo que tínhamos, temos e teremos talvez sempre do novo e como existe uma necessidade visível de tentar eliminar qualquer manifestação nova apresentada. O medo de perder o que já existe levou naquela época Daguerre a ser condecorado com o título de "Idiota dos Idiotas'', segundo Enio Leite.

Ontem, o medo do artista diante da fotografia.

Hoje, o medo da fotografia digital. O medo das novas tecnologias.

Nos últimos dias, o medo que a população enfrenta diante do H1N1.

Sempre, o medo que algumas pessoas tem da grandeza de outras.

Espero que nesse 19 de agosto cada um de nós acorde e lembre que tem lugar para a fotografia analógica, a fotografia digital, o jornalismo e os blogs, a pintura, a cerâmica e as artes plásticas, o teatro e a dança, a música, a física e química, a matemática, a psicologia. Tem lugar suficiente para caber judeus, muçulmanos, cristãos, budistas. Tem lugar para a esquerda, a direita, os radicais, os moderados.

Mas cada qual tem que deixar o medo de lado para que todo o outro possa deixar fluir o que tem de melhor, o que o faz se sentir melhor.

Sempre cabe mais uma idéia.
Sempre cabe mais um.
Mesmo quando não se usa Rexona.

Beijo a todos e feliz dia da fotografia.

Fonte: Enio Leite

RECEPÇÃO CALOROSA

CORPO IRRACIONAL

São Paulo, 2009
Foto Inês Correa

Agosto 18, 2009

TEMPO

"o tempo é uma dimensão essencial à imagem"

Jacques Aumont

Agosto 16, 2009

MARCA REGISTRADA


CORPO DESENHADO
(retrato tatuado)


Trocar fotografia, enviar foto por imeio, posar com os amigos. A fotografia cada dia mais está inserida na vida das pessoas.

Quando saio de casa meus filhos compartilham a máquina fotográfica e fazem fotos comigo. Trocamos de mão em mão.

Quando chego olham na tela do computador e já começam a perguntar e opinar: faz isso e aquilo... quem é? o que faz? que legal essa foto. não gostei daquela. muda. tira. corta.


Foi assim que a Júlia, minha filha, de 8 anos, depois que
mostrei a foto e falei a ela sobre o Fukushima, escreveu esse trecho para o post. Ela leu a foto da seguinte maneira (já tinha visto o Fukushima em outras fotos):

"sempre que vejo essa marca (a tatuagem), de longe tenho certeza que é ele, o Eduardo Fukushima. Baixinho e grande bailarino, ele é muito legal. E como estuda!".

Eduardo Fukushima, bailarino
São Paulo, 2009
Foto Inês Correa

Agosto 13, 2009

FOTOJORNALISMO

MUDANÇA

Estive agora cedo no blog da Simonetta Persichetti, jornalista e crítica de fotografia, Tramafotografica, e li o post de ontem sobre O Fim do Fotojornalismo. Deixei lá um comentário que transcrevo aqui:

"Outro dia estava no Teatro Municipal, tirei minha câmera da bolsa e comecei a clicar. Veio uma daquelas mocinhas bem treinadas e disse: “aqui não pode fotografar sem permissão”. Olhei pra ela e falei: “só eu não posso porque meu brinquedinho é maior? e todas as pessoas que estão aí fotografando?”. Ela olhou em volta e ficou sem saber o que fazer, se atrapalhou toda. Tinha um montão de gente fotografando.
As máquinas fotográficas estão aos milhares por aí. A internet e o equipamento digital alterar am o fluxo, não digo natural, mas anterior das coisas. Não acredito em fim mas em mudança. E pode ser para melhor ou pior, depende do ponto de vista ou de onde a pessoa está.".

Depois que escrevi lembrei de outra situação. Pedi autorização para fotografar um espetáculo e não consegui. Mesmo sem autorização fui no dia da estréia certa que encontraria diversos colegas também interessados no mesmo fato. Em grupo, unidos das nossas "armas", não haveria impedimentos. Me enganei. Não tinha nenhum outro fotógrafo por lá.

Quando li o artigo da Simonetta imediatamente me lembrei dessa e de muitas outras situações parecidas. Se é o fim do fotojornalismo (nem vou aqui falar do jornalismo), acredito que isso seja a consequência da forma como os profissionais trabalham. O "comércio" criado em torno da profissão matou a busca pelos fatos relevantes.

No Tramafotografica (leiam o post na íntegra lá que é muito interessante), Simonetta publica um email do Eder Chiodetto, curador e crítico de fotografia. Entre outras coisas ele diz:

"É claro que o fotojornalismo não acabou e nunca acabará! O que acabou e segue acabando velozmente é o modelo jornal impresso-funcionário-pautinha na mão e fotógrafo bem mandado obedecendo o sistema, contando histórias que não as que ele queria, reproduzindo o aparato ideológico de uma classe que não é a dele" ...

Quando li isso não deu pra deixar de lembrar do fotógrafo do Zezinho. Sim, da Oficina Foto e Vídeo, da Casa do Zezinho. Ontem numa fila de espera para entrar no Teatro Alfa e ver o Grupo Corpo conheci o Zezinho. Como conheci? Um garoto gritou: "vem cá, deixa eu tirar uma foto com você". Me abraçou, puxou pro lado dele. Fizeram a foto e depois mais uma com um grupo enorme que foi entrando atrás de mim.

Pedi também: "posso fazer uma de vocês?". O garoto ficou me olhando feliz e gritou pra galera:"viu, falei. ela é uma fotógrafa famosa. tava na cara". Eu ri, fiz a foto e fiquei conversando com o Zezinho que havia feito a foto do grupo. O Zezinho faz foto e vídeo e trabalha com a comunidade dele, o grupo dele. E gosta. E vibra. E mostra em suas imagens aquilo que ele acredita.

Foto digital, há alguns anos digo, veio pra todo mundo fazer, é democrático. Blog é tudo de bom. E ainda, não tem censura prévia. O Zezinho pode mostrar o que quer. Eu. A Simonetta. Quem tiver o que falar e quem não tiver. E o jornalismo está sendo provocado. Provado. E o fotojornalismo também. Termina? Não, acho que muda.

Aí galera!
(o garoto, esqueci de perguntar o nome dele,
falha minha, é o do canto superior esquerdo)
Teatro Alfa, São paulo, 2009

Fotografia: Inês Correa

Agosto 11, 2009

TRUNCADO

CORPO MUTILADO

Tronco de árvores cortadas
Fotografia: Inês Correa
Horto Florestal
São Paulo, 2009

Agosto 06, 2009

LIMÃO

QUAL O NOME DELE?

O Brasil é tão grande que até limão de Norte a Sul, muda de nome. A Neide Rigo, do blog Come-se, esteve em Pirenópolis ou Pirinópolis para um encontro do Slow Food e gravou diversos depoimentos sobre o limão rosa. Ou será cravo? Lava-tacho? Comum aqui. Nada comum lá... É muito curioso.
Para compor fomos até a casa da Veronika Paulics fazer umas fotos de um limoeiro. Com a chuvarada dos últimos dias em São Paulo o limoeiro estava bem sofrido. Fizemos algumas fotos assim mesmo. E conheci a Veronika que foi muito legal. Valeu Veronika! E lá eu me senti como se estivesse no interior, que é meu lugar.

Clique para ler o post da Neide e ver o resultado em vídeo:
Que limão é esse?

Júlia, Neide Rigo e Veronika Paulics.

Manteiga de Garrafa lá da casa da Veronika.

Fotografias: Inês Correa
Alto da Lapa. São Paulo, 2009
(Todas as fotos foram feitas com uma pequena máquina portátil da Neide
que mostrou que dá conta do recado, ao menos para uso web)

DIVULGAÇÃO

ESTE É O CARA

Estou procurando saber quem conhece o Divulgação. O cara trabalha muito, é O Fotógrafo. Quem mais tem fotografias publicadas. Deve ser um tipo "super homem", não é possível. Fotografa para todos os jornais e revistas. Na internet, nossa, ele estrapolou. Encontrei até um novo crédito dele: Divulgação/divulgação. Será que é o pai dele? Será que ele até já abriu uma empresa?

Esta foto não é minha, é do Divulgação. Clique para ver a página (aliás eles tem problema com divulgação hehe).

Deixa pra lá. Foi só um desabafo. De volta a São Paulo. De volta ao Caos.

Agosto 01, 2009

ESTADO

INDEPENDENTE II

As fotos do espetáculo Estado Independente estão bem independentes (brincadeira, estão autorizadas por mim). E foram lá pro blog da Cia Borelli de Dança. Visitem.

E lá tem ainda mais sobre os trabalhos da companhia. Fiquem atentos. A agenda da Borelli Cia de Dança, que agora tem um espaço próprio na Barra Funda pode ser encontrada aqui.

Julho 18, 2009

LOGO ESTAREI DE VOLTA

MEU CORPO DESCANSA

Prezados

Estarei fora de São Paulo até o dia 1º de Agosto. Só volto a trabalho algumas vezes durante a próxima semana mas meu tempo estará mais curto e não vou poder aparecer aqui no Corpo em Imagem. Mas é por pouco tempo, em todos os sentidos do termo.
Deixo algumas dicas pra quem quiser sair de casa aí em cima - lado direito e aqui outras fresquinhas que acabo de receber por email agora antes de sair eu de casa. A cidade está vazia, o trânsito bem tranquilo, aproveitem.

O primeiro email veio de Emillie Sugai:

FOI CARMEN
Direção e Concepção: Antunes Filho
Com: Emilie Sugai, Lee Thaylor, Paula Arruda e Patrícia Carvalho.
Terças, às 21h. de 14/julho a 29/setembro
Teatro SESC Anchieta
Tel.: 3234 3000


O segundo do José Renato Fonseca:

SPERANZA! DONA ESPERANÇA
José Possi Neto dirige Mariana Muniz em espetáculo sobre personagem ícone dos anos 70.
Dias 23 e 24 / 07, quinta e sexta-feira, às 21h
SESC Ipiranga
Fone: 3340-2000
Mais informações: Canal Aberto

Não vi o trabalho da Emillie ainda, vai ficar pra quando eu voltar. E o trabalho da Mariana não vai dar tempo mas tive a oportunidade de fotografar quando foi apresentado inserido em homenagem emocionante feita pra Ruth Rachou lá na Galeria Olido.

Abaixo uma foto que fiz e o vídeo do Beto de Faria.


Fotografia: Inês Correa
Mariana Muniz no espetáculo "Ruth Rachou 80 anos"
Galeria Olido. São Paulo - SP, 2008


Vídeo: Beto de Faria
Mariana Muniz no espetáculo "Esperanza! Dona Esperança"
São Paulo - SP, 2009

Julho 16, 2009

CORPO FLUTUANTE

CRÍTICA AMBIENTAL



Lenira Rengel
figurino do lixo coletado nas praias de Salvador
dança no corredor da Vitória
por Sebastião Maria
Campo Grande
, Salvador-BA, 2009

Ontem estava esperando a palestra da escritora, cineasta e coreógrafa Yvonne Rainer no SESC Pinheiros quando vi chegar Lenira Rengel, professora, dançarina e coreógrafa. Ela foi para Salvador há alguns meses trabalhar na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia e estava muito feliz porque seu apartamento tinha uma vista linda pra praia.

Mas na semana passada Lenira enviou um link pra o que eu chamo de um grito preso na garganta pela situação das praias de Salvador. E lá foi ela pra rua manifestar sua indignação. No corpo o lixo que vem carregado pela água da praia e se mistura ao corpo molhado. Quem nunca passou por uma situação dessa? Eu até contei a ela de uma vez que entrei no mar do Guarujá, era verão, a praia bem cheia e senti alguma coisa colar no meu peito. Parecia papel e olhei pra baixo e vi aquela nota de 10 reais. Saí da água e fui comprar sorvete pra todo mundo. Esta foi a melhor coisa que colou em mim.

Mas a Lenira disse que outro dia estava lá andando na praia e sentiu alguma coisa plástica no pé: era um molusco? Não, uma camisinha entrou no dedo polegar. Pode? É o caso mesmo de começar a colocar a boca no trombone, lembrar de que a operação verão e praia limpa não tem que acontecer somente no alto verão mas o tempo todo e em todo lugar.

Julho 12, 2009

FIDELIDADE

CORPO IRRACIONAL II

Fotografia: Inês Correa
São Paulo - SP, 2009

JULHO E OUTUBRO

DANÇA EM PALCO

"Estado Independente"
Espaço Kasulo, São Paulo-SP, 2009
Fotos: Inês Correa

Aproveitei o feriado para ver um pouco do "Panorama Sesi de Dança 2009". Vi dois espetáculos, cada um bem diferente do outro, de certa forma. A estréia de "Estado Independente", de Sandro Borelli, Borelli Cia. de Dança de São Paulo e outra estréia, “Céu na Boca”, de Henrique Rodovalho, Quasar Cia. de Dança que vem de Goiânia.

As idéias são bem diferentes e baseadas em fatos e situações diversas. Mas de alguma maneira a reflexão gira em torno dos ideais, das buscas que fazemos nas nossas vidas.

Estado Independente se inspira em Che Guevara e Céu na Boca foi buscar apoio nas leis da física e teorias do universo para fazer dança em palco.

Na estória do “lendário” Che Guevara, a dança da Cia. Borelli leva o nosso sonho passado nos anos 70 e 80 a se atualizar e retomar no presente os ideais revolucionários tanto no amor e no sexo como na política e na ética humana. Na proposta futurista da Cia Quasar as leis da física nos conduzem a procurar aquilo que desejamos do presente, ou seja, o paraíso de cada um. E ao mesmo tempo deparamos com a dura realidade que está diante de nossos olhos.

Se você quiser ainda dá para ver aqui em São Paulo.

Estado Independente
10 a 19 de Julho
Kasulo Espaço de Cultura e Arte
Informações: 3146-7405 / 3146-7406 ou Borelli Cia. de Dança

Céu na Boca
17 e 18 de Outubro
Temporada de Dança do Teatro Alfa
Informações: 5693-4000 ou 0300 789 3377 ou Quasar Cia de Dança

Julho 04, 2009

EPISÓDICO

COM PROJETO DR

Saí de casa hoje meio sem certeza se daria tempo mas consegui passar lá no SESC Paulista e ver Episódico. O espetáculo aborda de uma maneira inusitada a questão do produto e do processo artístico. Quatro dançarinas apontam situações que falam sobre a autoria, as relações de poder, e a manipulação. São 6 episódios organizados por regras feitas em tempo real. Vale a pena conferir.

Local: SESC Avenida Paulista
De 20/06 a 12/07. Sábados e domingos, às 19h
Informações: (11) 3179-3700 e Portal SESC

Julho 02, 2009

O QUE, PRA QUE, PORQUE FOTOGRAFAR

CORPO PRODUTIVO

Fotografia: Inês Correa
Seu Antonio colhendo pupunha plantada por ele mesmo.
Fartura - SP, 2009

Fotografia: Inês Correa
Dona Olga leva nas mãos cebolinha plantada na horta ao lado da cozinha.
Fartura - SP, 2009


Ainda lá em Fartura na hora do almoço a Dona Olga me perguntou: "o que você fotografa Inês, aquelas fotos que todo mundo vê?".

Eu estava em pé indo em direção ao fogão de lenha e respondi algo do tipo: "não Dona Olga, fotografo o que ninguém quer ver".

Não foi nenhuma piada nem nada e não estava desrespeitando a pergunta dela. Muito pelo contrário. Fiquei pensando que nos últimos tempos tenho perguntado muito pra mim o que devo fotografar, porque e pra que fotografo tanto.

No capítulo 2 do livro
A Câmara Clara, Roland Barthes fala que não há foto "sem alguma coisa ou alguém" e questiona de alguma forma os motivos que somos levados a fotografar, ou melhor, a escolher fotografar um determinado objeto ou um instante em vez de outro. E continua seu raciocínio falando sobre a necessidade que há da fotografia de se fazer "tão gorda quanto um signo", ou mesmo de que ela gostaria de ter a "dignidade de uma língua". Estou longe, bem longe disso. Quando ele está falando de uma linguagem ele também está fazendo referência ao como fazer a fotografia estabelecer um padrão tal de comunicação por si mesma que resulte numa imagem muito mais complexa, mais abrangente. O "como" nem vai pro título porque ainda está ou não por vir nas imagens que compõem minhas abstrações.

Quando a Dona Olga me fez aquela pergunta mal sabia ela (ou talvez soubesse) quantas coisas começariam a formigar na minha cabeça. Eu pensei que fotografar ali naquela chácara aquele ambiente e trazer aquela imagem para São Paulo era em primeiro lugar trazer um pouco da lembrança da minha infância...

... mas não era só isso. Depois de ficar por ali vendo aquele casal trabalhando aquela terra com tanta dedicação comecei a pensar no meio ambiente e no que a terra significa pra cada um de nós e o que estamos fazendo nela e dela. A Dona Olga e o Seu Antonio, pais da Neide Rigo, plantam e criam o que comem com respeito, e muito. E no sabor de cada alimento vinha essa "marca".

E quando pensei na "marca" voltei a pensar fotografia. O que, pra que, por que... Como ainda não sei se virá. E pensar Barthes. E senti que tinha que estar lá e trazer pra cá aquela fartura pra que quando a gente acordasse aqui na "cidade grande" lembrasse que é preciso pensar no quanto se consome e porque, no que se consome e pra que se consome e quanto de novo. Assim como cada um de nós que faz imagem também deveria fazer uso do mesmo raciocínio: o que estou fotografando, pra que faço a foto e porque.

E tentando responder melhor a pergunta da Dona Olga, eu achava e acho que o que eu fotografo não importa pra ninguém porque parece que algumas pessoas estão esquecendo os valores, as raízes, o quanto é importante cuidar melhor da terra para melhor viver dela e nela. E que muita gente se importa muito mais com o consumir sem limites e da maneira mais rápida e instantânea do que com o que consumir e pra que e de novo porque.

Não querendo me estender lembrei de um episódio que aconteceu aqui em casa. Moro numa rua movimentada e na frente da minha casa tem uma Dama da Noite que eu sempre peço pro jardineiro podar pra formar uma sombra bem atraente. E o João faz. Eu demoro a podar pra que ela fique bem vistosa. Um dia vinha um homem subindo a rua e levando o filho no ombro. Quando ele passou o menino bateu a cabeça no galho. Eu falei com jeito, meio sem jeito, rindo. Não havia ferido nem nada: "você precisa abaixar um pouquinho pra passar embaixo da árvore quando tem alguém no seu cangote". O homem olhou muito bravo, como se tivesse sido insultado e respondeu quase berrando: "a senhora tem que cortar a árvore".


Pra terminar e procurar uma síntese lembrei que a Neide faz parte de um movimento chamado Slow Food que pretende ir numa direção contrária ao que é conhecido como Fast Food. O Slow Food prega a conjugação do prazer e da alimentação com consciência e responsabilidade a fim de que cada um de nós reconheça "as fortes conexões entre o prato e o planeta". Não é só no setor alimentar que acontece esse tipo de ação e meu desfecho fica por conta de lembrar que na comunicação e nos trabalhos chamados artísticos e culturais existem diversas pessoas elaborando de muitas formas a idéia de ir em direção ao consumo responsável e ao fotógrafo cabe fazer o mesmo usando como ferramenta sua arma que pode atacar ou defender o planeta terra de algum jeito ou de outro.

Julho 01, 2009

COLHE-SE

ALIMENTO PARA O CORPO

Fotografia: Inês Correa
Fartura - SP, 2009


(para Neide Rigo)

Acordava de manhã e lá estava o balde cheio de laranjas frescas colhidas todos os dias.
O povo diz que quem semeia colhe. E ele esperava todos os dias calmamente alguém para saboreá-las...

No final de semana fui para Fartura com a amiga Neide Rigo. Fartura de verdade. Havia tempo não via tanta. Saímos no sábado bem cedo, chovia. E o barro estava molhado por lá. Um dia frio mas esperavam por nós Seu Antonio e Dona Olga. Almoço pronto no fogão a lenha. Tempero bem caipira, pra ninguém reclamar não porque é pra lá de bom.

No final do dia e no café da manhã um sabor de Seu Antonio na manteiga e Dona Olga no queijo fresco e pão. A Neide postou as receitas lá no Come-se. Quem quiser fazer é bom lembrar que o leite de lá é da vaca de lá também, mas dá pra fazer, e deve-se tentar.

Junho 26, 2009

DA JANELA DO MEU CARRO

CORPO LÍQUIDO

Fotografia: Inês Correa 2009 Barra Funda - São Paulo

A chuva passou lá fora mas aqui dentro continua. Porque quando o assunto é tempo não passa. Já viu falar com alguém que você não conhece sem começar pelo tempo? Conversa de elevador é... tempo. E inglês? They love talking about weather. E quando o tempo não passa nada melhor do que ele outro tipo pra virar o tema da noite e do dia, se não ouver nada além. E o tempo pode ser ruim, bom, frio, calor, tempo de espera, tempo de fartura, tempo de ir e de ficar... Tempo de estudar. Tempo de parar.

Junho 25, 2009

A DOIS

CORPO COMPOSTO

Fotografia: Inês Correa 2009 Avenida Paulista - São Paulo

Hoje acordei um pouco mais tarde do que geralmente acordo. E logo ouvi o ruído da chuva na janela e o cheiro que senti era outro. Tudo parece que muda quando vem a chuva. O som, o cheiro, a temperatura.

Aí abri os emails e poucos deixavam de descrever a chuva que está caindo hoje aqui em São Paulo. O dia acordou cinza, frio e chuvoso. Quase todo mundo dizia que tinha vontade mesmo era de voltar pra cama.

Frio e chuva é bom pra ficar juntinho. Juntinho com a mãe ou com o pai. Ou junto com os filhos. Ou o marido. Ou o namorado. Ou aproveitar a falta do seu guarda-chuva e abraçar quem está do seu lado, olhar os passos dos dois no meio da multidão. Chuva é muito bom.

Junho 20, 2009

UM MODELO DE CORPO

CORPO IMAGINÁRIO II


Fotografia de Inês Correa 2007 São Paulo - SP


Em princípio a fotografia era muito usada como ferramenta para estudar o corpo humano. Na medicina, por exemplo. Há muitos livros sobre o assunto. E a fotografia ainda é muito utilizada de diversas maneiras. Li outro dia um material muito interessante - pra quem quiser tem uma matéria online - que fala sobre o uso da fotografia pela antropologia: Revista de Antropologia - Quando a fotografia (já) fazia os antropólogos sonharem
: O jornal La Lumière (1851-1860)1 - Étienne Samain - Professor do Programa de Pós-Graduação em Multimeios do Instituto de Artes e Coordenador Científico do Centro de Memória (CMU) Unicamp.

A minha idéia não é estudar o corpo na visão de um médico nem nada nem de um antropólogo porque não o sou. É estudar a utilização do corpo como manifestação da vida. Tem gente que fala que eu tô na contramão. Se for é.

Estudar a imagem como meio de mostrar o corpo, todo tipo de corpo. A dança traz um tipo de corpo e outros.

É falar um pouco sobre o tudo e sobre o nada.

É fazer do olhar fotográfico um instrumento do
imaginário real.

Mas parei para ler a matéria do professor porque o título fala sobre fotografia como sonho de alguém, no caso, dos antropólogos. Aí pensei: será que a fotografia ainda pode ser um sonho? Mesmo hoje com tanta fotografia saindo por todos os lados? Será que a imagem atualmente não é quase um pesadelo?

Sei que é um exagero, eu adoro a era digital. E acho bárbaro todo mundo ter em mãos "o poder clicar". Não estou aqui criticando amadores. Mas as publicações, as revistas nas bancas. É um tal de bunda pra lá e pra cá e muito, muito photoshop...
Um corpo falso, produzido virtualmente.

O corpo das revistas não é mais o meu corpo, o seu corpo. É uma ilusão de um corpo virtual, sem rugas, sem o que é considerado "defeito". Mas o que é o corpo virtual se não - nada? A negação da beleza espontânea da forma humana!?

Um corpo é alguma coisa tátil, visível, sensível. Não é uma massa fria.

A fotografia na publicidade e nos editoriais de revistas são o que não são. E todas iguais. E tantas que acabam por provocar o mesmo cansaço. Mas não são amadores. São profissionais repetindo uma fórmula que vende sem parar. Todo mundo quer ter o corpo igual ao da e do e vai malhar pra tentar ficar igual. Porque meu corpo tem que ser jovem e bombado? A bunda arrebitada? Tudo igual, massificado?

Será que o mundo se esqueceu que sonhar a imagem é imaginar o que pode estar ali naquele corpo ou dentro dele ou o que ele carregou ao longo dos anos, a história dele? A vida dele?

E que a fotografia é muito mais do que um instrumento para ser usado para fazer das pessoas formas humanas sistêmicas?

Na foto cliquei a dançarina de costas e sem que a bunda dela fosse o objeto do foco. Quanto ao seu ou meu desejo. Todo mundo que quiser pode desejar. Mas desejo eu que fique por conta da imaginação pensar o que há ali entre as mãos. Fica a idéia, sutil, como um corpo numa silhueta.

Chamei de "Um modelo de corpo" porque podia ser outro. E "Corpo imaginário" porque se vê muito pouco e se faz pensar sobre o corpo e sua beleza sincera. E a fotografia aqui fica sendo um pouco mais a idéia do sonho, do que se poderia ter para ser visto, pode ser?

Não se trata de uma pose nem nada, foi um momento do espetáculo em que ela vira e se coloca na posição que ela achou que deveria. E a ausência da luz no corpo dela deixa o sonho fluir. Você pode olhar e pensar sem ver. O vazio da ausência traz contemplação... Sonho.

Dados Técnicos da Imagem: Tempo de exposição: 1/30s; Abertura: f/2.8; ISO 800; Lente: 200mm

Dados do Espetáculo: Sob o olhar do vento. Thiane Nascimento. Direção: Letícia Sekito Criação e operação de luz: Aline Santini Teatro Coletivo Fábrica. São Paulo, Brasil. 2007

Junho 18, 2009

JORNALISMO

DIPLOMA UNIVERSITÁRIO

Estou pensando se uso meu diploma pra embrulhar pão ou se aproveito que está frio e faço logo uma fogueira... (ontem)

Ontem (18/06/09):
Ontem meu filho me disse que eu tinha que postar e falar alguma coisa a respeito. Só pensei na frase acima porque a primeira impressão da situação é estranha. Talvez um choque, sei lá?! E põe em questionamento tudo o que a gente sempre falou e pensou. Eu cheguei a ficar até "um pouco muito" contraditória. Pode ser dor de cotovelo? Mas depois que veio um amontoado de idéias me lembrei que sempre disse que sou formada em mas que não sou de fato. E que na vida percorremos por quaisquer caminhos que quisermos, independente do tipo de formação. A gente não precisa terminar onde começa... E meu filho aproveitou pra lembrar que eu sempre disse pra ele e pra Júlia (minha filha) que nunca fizessem faculdade de jornalismo nem de publicidade. E é verdade. Eu sempre falei pra eles que isso era quase uma obrigação pra vida de qualquer profissional: difundir seu conhecimento e vender seu peixe...

Hoje (19/06/09), continuo:
... e que é importante estudar e estudar e estudar sempre, sem parar, a vida toda. Porque ao longo dos anos os métodos mudam, os conceitos, e cada qual, a prática e a teoria, a vida pessoal e a profissional... cada um de nós sofre (não o sofrer de dor mas também) mudanças. E tem que se manter vivo. E conhecimento, curiosidade, busca por atualização é alimento para o cérebro.

A minha dúvida é: enquanto o nosso pensamento se desvia pra essa discussão nacional, o que realmente relevante está por vir ou está ocorrendo que está coberto pelas nuvens que encobrem nosso raciocínio?


Encontrei alguns posts interessantes sobre o tema e coloco abaixo. Cada um tem uma idéia a respeito da questão - liberdade de expressão:

Lesmadesofá
Olhômetro
Esforçado
Trezentos
Brasília, eu vi

Junho 17, 2009

PRETO BRANCO EM CORES

CORPO IRRACIONAL ?

Fotografia: Inês Correa
2005. São Luís do Paraitinga - SP - Brasil
Expedição Fotográfica realizada no Vale do Paraíba
com a fotógrafa Beatriz Lefèvre
(boas lembranças)


(para Leda com todo carinho)


Recebi um comentário da minha amiga, grande e querida Leda, a Leda Pasta: "bota cor nisso! bjs". Além de uma super amiga, não só eu penso assim, confirme em Lesma de Sofá no texto Irmãs Bandeirantes ela consegue ser também uma editora exemplar e admirada. Então, cá pra nós, quando ela envia um recado nem precisa dizer muito para fazer qualquer pessoa com bom senso pensar sobre o assunto. E eu tive que levar em consideração o pedido.

O que eu mais gosto no mundo digital é que na fotografia a operação "troca tudo" de analógico para digital, trouxe a mudança da fotografia para a imagem digital e a dúvida: Preto Branco ou Cor? Eu tenho que admitir que demorei alguns anos para aceitar e resolver fazer um esforço de mudança. Mas era bem casada com um homem antenado, profissional da área de informática, o Caio, que ficava suspirando no meu ouvido: vai Inês, compre logo sua câmera digital.

Quando eu resolvi fazê-lo e comecei a manusear o novo instrumento percebi que não tinha mais nas mãos um aparelho que eu poderia usar com um filme PB ou Cor e escolher somente Asa 100 ou 400 e... Eu tinha nas mãos um universo de escolhas e não precisaria clicar 24 ou 36 chapas para depois mudar de opção. Cada "fotograma" podia ser único e não me custaria tanto dinheiro.

No começo eu marcava um ISO e esquecia. Aos poucos fui me adaptando e descobri que poderia pensar se aquele momento era percebido pra mim colorido ou não e que luz eu tinha pela frente e o que fazer em cada caso. Fui brincando e curtindo cada vez mais a possibilidade de diversificar sem medo. E hoje o que é cor é cor e o que é PB é PB, ou vice-versa. E pode ser cor em parte e PB em outra. Cada foto é uma, é única.

Pra encurtar procurei no meu arquivo alguma imagem que trouxesse em si a necessidade absoluta de cor, ao menos no meu entender se é que o sei, a fim de postar aqui o pedido, que pra mim é quase ordem. Veja lá.

16, 17, 23 e 24 de Junho

O ANIMAL MAIS FORTE DO MUNDO 2.

Fotografias: Inês Correa 2009 São Paulo - SP

Mesmo quando tenho pouco tempo pra escrever, aproveito pra vir aqui lembrar que é sempre bom sair e ver o que a cidade oferece. E tem muita dança rolando. No Viga, o "menu" da semana que começou ontem e tem hoje e na semana que vem é:

O ANIMAL MAIS FORTE DO MUNDO 2

Direção Geral: Ana Catarina Vieira
Companhia Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira
Data: 16, 17, 23 e 24 de junho
Horário: terças e quartas às 21horas
ONDE: VIGA Espaço Cênico
Rua Capote Valente, 1323 (entre a rua Heitor Penteado e a Amália de Noronha). Próximo ao metrô Sumaré.
Mais informações: (11) 38011843

Junho 16, 2009

ATÉ O DIA 28 DE JUNHO

AO VENCEDOR AS BATATAS




Fotografias: Inês Correa 2009 São Paulo

O espetácu
lo Ao Vencedor, As Batatas! está em São Paulo. No palco, quatro atores e um músico interpretam todos os personagens e o Brás Cubas. Uma versão bem humorada em cena.

Fui ver com a Tonha Demasi e o marido,
Nelson. Vou levar meu filho. Ele está no Ensino Médio (antigo Colegial, Segundo Grau e... hehe, no Brasil é assim, o ensino não muda muito mas os nomes que são dados a ele, aiai). Voltando, acho que para a garotada que está prestes a enfrentar o vestibular, nada melhor do que conhecer Machado de Assis gargalhando. Bem diferente, ao menos, do que eu me lembro quando tinha essa idade. Ler Machado na adolescência não é tão fácil. Ouvi algumas meninas que estavam na platéia comentarem que nunca haviam pensado Machado da forma como haviam acabado de conhecer. Programe-se. Leve seu filho ou filha e toda a galera e amigos pro teatro. Não tenha medo de sair de casa em São Paulo à noite, é possível e saudável.

AO VENCEDOR AS BATATAS
Direção: Marcelo Braga (Ritual Íntimo, em 2008)
Onde: Teatro Alfredo Mesquita
Onde fica: Av. Santos Dumont, 1770, Santana - São Paulo
Horários: Sexta e sábdo, 21 horas e domingo, 19 horas
Ingressos: R$ 15,00
A temporada vai até o dia 28 de junho de 2009
Veja mais: ciadagalhofa.blogspot.com

Abaixo foto do elenco com o diretor Marcelo Braga:



Junho 10, 2009

ROUPA LIMPA

O QUE DESVESTE O CORPO




Fotografia: Inês Correa 2009 São Paulo

Junho 09, 2009

CASA 311

ONDE O CORPO DESCANSA II

Fotografia: Inês Correa
Local: Barra Funda, São Paulo-Brasil

Junho 04, 2009

DUAS AMIGAS

ONDE O CORPO DESCANSA I

Fotografia: Inês Correa
Cadeiras fotografadas na casa da Tonha


Postei a foto no Picasa e recebi o comentário da Tonha: "Finalmente o reconhecimento da beleza e harmonia dessas duas amigas.". Adorei a idéia e fiquei pensando que o fazer fotográfico tem sempre dois lados: um de quem vê e outro de quem vê. Hein? Hehe, acho que é mesmo assim. O de quem vê do lado de cá do buraquinho da câmera (atualmente aquele visor que virou telinha), e o de quem vê do outro lado, a parte pronta, antes cópia em papel fotográfico, hoje visivel também no mundo virtual. E cada pessoa vê de uma maneira, outras vezes não.

Mas parece que aqui tudo é memória de alguma forma - as lembranças de como a fotografia analógica se transformou em imagem digital. A história da imagem que se compõe, porque toda imagem de algum jeito tem história ou terá, vai formar uma historinha, sei lá. As recordações que o objeto fotografado carrega - as duas cadeirinhas antigas parece já carregaram muitos e muitos corp
os, lembram muitas fofocas de muitas comadres talvez. Ou não, ficaram ali no canto de alguma sala olhando o que se passava, fotografando aquilo que viam...

Se do lado de cima as companheiras cadeiras carregaram corpos aprumados, as poltronas abaixo também devem ter o que
contar de sentados corpos escorregados, desleixados no conforto delas. Namoricos. Namoros mais intensos. Mas provavelmente não muito intensos porque são delicadas.

Fotografia: Inês Correa
Poltronas fotografadas na casa da Leda

Junho 01, 2009

CORPO ORGÂNICO II

QUE CORPO É?

Maio 28, 2009

CORPO ORGÂNICO I

QUE CORPO É?

Fotografias: Inês Correa

Esta semana a Neide Rigo me convidou para fotografar algumas frutas lá na casa dela. Eu fui. A Neide, já falei dela aqui antes, vive, respira e pensa alimento. E convivendo com ela aprendo a pensar em outro tipo de alimento que não seja o cultural. Não que ela não pense em cultura, muito pelo contrário. Mas ela sabe que tem que estar bem alimentada para se tornar culto. Eu? Aproveitei pra provar alguns sabores que meu paladar nunca havia assimilado. As fotos acima fiz por lá. Não fazem parte da coleção que interessa a ela mas não me pergunte porque fiz.

Tudo porque ela vai dar uma palestra durante o evento do Paladar - Sabor do Brasil. Mas algumas frutas que ela vai levar estão lá no blog dela. Confira.

Que fruta é esta?
Local: Hotel Hyatt
Data e horário: 05 de junho, sexta-feira, às 16 horas
Valor: R$ 30,00 (
Mais informações e ingressos, ligue para 11- 2838-3222, escreva para paladardobrasil@hyatt.com.br ou acesse www.paladardobrasil.com.br

EIS A QUESTÃO

CLICAR OU NÃO CLICAR

Não sei, nunca sei direito o que me leva a fazer uma ou outra foto. Muitas vezes acho até que fotografar é um ato obsessivo. Mas cá entre nós trata-se de um ato ou ideia fixa que não causa nenhum mal a ninguém, não é mesmo? Então, continuo. Além do mais hoje em dia todo mundo fotografa muito. A fotografia digital é quase uma febre universal globalizada. Eu, acho ótimo. Mas saber fotografar não é mais alguma coisa que deve ser vivida somente por aqueles que querem se profissionalizar. Fotografar melhor pode e deve ser encarado como uma necessidade para o mundo atual. Caso contrário estaremos sujeitos a cansar do ato de ver imagens. Porque são tantas e tantas imagens que vemos! Outro dia, não lembro bem com quem nem onde nem quando eu estava conversando e alguém me perguntou se quando eu fotografava fazia muitas ou poucas fotos. Eu respondi que poucas. Daí me perguntaram porque. Eu disse que primeiro olho e só faço o movimento dos dedos no disparador da câmera quando sinto que devo. O olhar me leva ao movimento. Daí me disseram: ah, porque existem alguns fotógrafos que fazem muitas fotos, parece que estão com uma metralhadora na mão. Você não é assim? Eu voltei a dizer que eu não clicava assim. E me perguntaram: mas daí você não deixa de clicar muita coisa? Eu disse que sim. E é verdade, muitas vezes eu vejo alguma coisa acontecendo na minha frente e não tenho o impulso de fazer a foto. Acontece até de me arrepender. Mas passa rápido, então considero que não era aquela foto que eu queria fazer. Cada foto que eu faço foi porque pensei nela, olhei pra ela, sei lá... Eu vi primeiro. No final da conversa me classificaram como atiradora de elite... Eu observei: sou obsessiva mas não sou ansiosa. Mas se tudo tem que ser classificável, acho que estou mais pra pescador. Eu lanço a isca pro rio e fisgo o peixe pra comer. E quando não vou comer pesco e devolvo pro rio só pra me divertir.

Maio 24, 2009

CORTADORES EM JUNHO

VÁ VER PESSOALMENTE


Fotografias: Inês Correa 2008 São Paulo


Fiquei em casa tentando não passar uma gripe que peguei aí fora pra ninguém no final de semana. Também veio com a gripe uma conjuntivite que, segundo meu oftlamo, foi leve. Só se foi pra ele, porque pra mim que vivo cuidando dos meus olhos como se fossem minha única preciosidade, já foi de dar arrepios. Então fiquei longe de todo mundo pra não transmitir a ninguém e longe do meu computador pra não afetar minha vista. E hoje recebi um convite pra ver Microdanças e Cortadores. Então vou terminar o domingo com este recado pra quem ainda não viu. Vá ver:

Dias e Horários: 1 a 4 de Junho, 20 horas
Loca: Espaço Funarte. Alamenda Nothmann, 1058 - Santa Cecília
Na web:
Grupo Gestus

Maio 18, 2009

DEMOROU


O Corpo em Imagem já estava acontencendo de maneira "oculta" há alguns meses. Mas na última semana minha amiga Neide Rigo (querida), me disse: e aí Inês, quando vai colocar suas idéias no ar. Eu dei uma desculpa. Não colou. Procurei mais uma e nada. Ela não é muito fácil. Mas continuei tentando. E fui trazendo um bombardeio de desculpas esfarrapadas. Não teve jeito. Daí eu postei o blog, tirei ele do armário.

Mas não sou de escrever muito. A Neide "descreve" diariamente, pesquisa intensamente. Não poupa trabalho. Eu nem tanto. Então o que pode acontecer é um terremoto de fotos de uma só vez e depois sombra e água fresca por diversos dias. Assim que eu funciono. E também pode acontecer de eu começar a escrever e achar que ainda não devo postar e... Enfim, tudo é possível. Como é pra mim, pra você e pra qualquer um.

Por exemplo, tinha escrito esse texto no sábado e não coloquei no ar.
Fui ver as novidades da Neide e lá encontrei um texto dela sobre o meu blog, pode? A Neide é plugada, antenada, 220 volts. É assim... E ela diz que eu demorei e fala um monte de coisas lindas e tudo mais. Obrigada Neide, mas você tem razão, eu sou caipira mesmo, desplugada, minha antena é daquelas que tem que ir lá no telhado dar uma mudada de posição pra ver se sintoniza. E a voltagem nem te conto...

Bom, melhor eu publicar logo antes que o tempo... Nossa, hoje é terça-feira!

Maio 17, 2009

PARAÍSO SEM CONSOLAÇÃO

VISÃO DA ESQUERDA E DA DIREITA


Tempo de exposição: 1/90 s
Abertura: f/2.8 ISO: 800
Lente: 105 mm



Tempo de exposição: 1/180 s
Abertura: f/3.3 ISO: 1000
Lente: 80 mm


Tempo de exposição: 1/125 s
Abertura: f/3.3 ISO: 1000
Lente: 120 mm


Fotografias: Ines Correa

No dia que fui fotografar Paraíso sem Consolação estava um frio de rachar, como o de hoje. Era a mesma época do ano. Foi em junho do ano passado. Eu me lembro que sentei no chão, nos fundos do teatro, no lado esquerdo e fui clicando e clicando. Quando vi estava anestesiada. A bunda, gelada (minha filha não gosta quando eu falo assim, mas foi verdade, fazer o quê?). Parei de clicar. Meus dedos estavam frios. Levantei e subi pela lateral esquerda. Fui ainda mais para o fundo e desci pelo outro lado. Achei uma posição exatamente na mesma altura do lado oposto, do lado direito. Voltei a sentar e recomecei.

Deve dar pra notar que a primeira foto foi feita quando eu ainda estava do lado esquerdo e as outras duas eu estava vendo a cena pelo lado direito... Eu sempre fico tentando ver, quando vejo a foto de alguém, de que lado a pessoa estava ou se estava no alto ou embaixo. Adoro observar o ângulo de visão do sujeito que clica.

Sobre o espetáculo:

A coreógrafa argentina Constanza Macras, residente em Berlim e fundadora da companhia alemã DorkyPark, apresentou em 2008 Paraíso sem Consolação, lá no SESC Pinheiros. Esse trabalho foi feito de uma residência artística em São Paulo com artistas brasileiros e alemães. Dá pra ter uma idéia do que foi levar São Paulo para o palco na visão da artista lendo o artigo de Helena Katz, O lugar-comum reina em Paraíso sem Consolação.

Maio 15, 2009

DANÇA NO VALE


MEMÓRIA CULTURAL E MEMÓRIA ESPONTÂNEA




Fotografias: Ines Correa

O Vale do Anhangabaú, em São Paulo, na Virada Cultural, misturou seu cenário memorável com corpos que dançaram do clássico ao contemporâneo durante 24 horas. Cheguei lá para fotografar aos 45 minutos do segundo tempo, como se fala no futebol. No dia anterior também tinha ido ao Anhangabaú ver dança e fiquei sentada no meio do povo, longe da área fechada para o público selecionado. Naquele lado tinha outro cheiro. E foi bom ouvir um pouco de perto o "outro lado". E ouvi muitas vezes "eu nunca vi nada igual", "eu nunca tinha visto dança", "nossa, que lindo". A mulher que estava em pé, porque do outro lado não tem cadeirinhas, na minha frente tinha acabado o trabalho dela e ido pra lá. Eu soube porque tocou o celular dela e ela falou pra quem estava do outro lado ainda, sei lá onde, do celular: "Olha, depois eu falo com você. Acabou meu serviço e vim ver o Balé da Cidade aqui no Anhangabaú. Você devia ter vindo. Eu nunca tinha visto. É lindo. Beijo, viu? Tchau!". Vi o Balé da Cidade e o Maurício de Oliveira. Só vi mesmo, não fotografei palco nessa noite. Fotografei o outro lado do palco. Fui com minha irmã e ela que sugeriu que a gente ficasse ali junto com as pessoas. Ela adora isso. E eu fiquei com ela.

Acima fica guardado na memória cultural o arquivo fotográfico de dança, feito no domingo no final da Virada.

Bossa Nova - Ballet Stagium
Sinopse (Fonte: www.viradacultural.org):
Pioneiro na utilização de canções da MPB em suas coreografias, o Stagium celebra nesse trabalho os 50 anos da Bossa Nova. A coreografia de Décio Otero lembra ícones do movimento, cuja novidade rítmica e melódica resultou na criação de Garota de Ipanema, Corcovado, Din din, Desafinado entre outras obras primas da nossa música.

Abaixo fica guardado na memória espontânea o outro lado, fotos feitas no sábado, no início da Virada.


DESDOBRAMENTOS





Fotografia: Ines Correa

Desdobramentos estabelece um diálogo com os conceitos do escultor Henry Moore, no qual o corpo constrói uma relação espacial em que a exploração do vazio, da cavidade, ganha a mesma importância que o volume na criação da forma tridimensional. O espaço interior entre as partes do corpo se torna uma maneira de desdobrar a figura humana, alterando a sua simetria, porém sem enfraquecer a percepção material deste corpo...
Ficha Técnica
Concepção, coreografia e intérpretação: Gícia Amorim
13º Cultura Inglesa Festival, 2009

ELETRO-QUÍMICOS, BABY



Se você preferir, veja lá no Vimeo


Sobre o trabalho de edição das imagens:
Edição de imagens fotográficas realizadas durante o 1º Festival Contemporâneo de Dança. Galeria Olido, São Paulo, 2008. Duração: 4 minutos
Fotografias e edição: Ines Correa
Sobre o trabalho de dança:
(Fonte: festivalcontemporaneodedanca.blogspot.com)
Eletro-químicos, baby - Performance de dança contemporânea que transita por metáforas do nosso ambiente discutindo percepção e subjetividade. Consumismo, moda, sexualização, natureza e cultura em discussão sintética, seca e sutil.
Ficha Técnica:
Concepção, criação e performance: Thelma Bonavita & Cristian Duarte.
Edição da trilha: Cristian Duarte.
Apoio: Barbosa Caieiras
Produção: DESABA -
desaba.org
Festival Contemporâneo de Dança

Março 04, 2009

CORPO NA SOMBRA

CORPO IMAGINÁRIO I


Fotografia de Ines Correa

Uma silhueta pode ser a aparência de uma foto estática, com o fundo da foto de quaisquer cores, assim mesmo são com os seres que aparecem na foto, os seres têm de ser de cor diferente da cor do fundo. Uma silhueta é, praticamente, uma foto fácil de alterar as cores (o que é impossível nas fotos comuns).
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Silhueta

Encontrei a definição acima no site de pesquisa Wikipedia. Fiquei pensando se entendi ou não. Demorei algum tempo pra conseguir fazer uma silhueta do jeitinho que eu gostaria que ela ficasse. Na minha definição a silhueta de um corpo é um corpo na sombra ligeiramente modelado por uma luz delicada (ou não, pode ser sol). Mas o resultado é a idéia do corpo porque o corpo não está diretamente iluminado. A luz não está dirigida para o objeto fotografado.
Não entendi a idéia que diz: é uma foto fácil de alterar as cores o que é impossível nas fotos comuns. Fiquei com uma interrogação com relação ao texto publicado pela Wikipedia.
Mas não tive dúvida quando a imagem surgiu no palco na minha frente. Cliquei sem ter tempo de pensar muito.

Dados Técnicos da fotografia:
Tempo de exposição: 1/40s; Abertura: f/3.5; ISO 1000; Lente 50mm
Dados Técnicos do Espetáculo:
Ruth Rachou 80 anos
Local: Galeria Olido, São Paulo-Brasil
Na foto a atriz Amanda Acosta está grávida de seis meses
Infelizmente não dá pra colocar a ficha técnica inteira mas a iluminação da cena acima é de Wagner Freire

Abril 06, 2008

CORTADORES

A FOTÓGRAFA DE CÓCORAS

Fotografia: Ines Correa

Sobre a fotografia:

Tempo de exposição: 1/40s
Abertura: f/3.5
ISO: 3200
Lente: 70 mm

Pra fotografar Cortadores escolhi o chão duro, abaixo do palco. Pra me sentir mais ou menos desconfortável, como come o trabalhador, de cócoras no chão de terra. Fiquei lá e ninguém me via. Podia ver o público mais ao alto.
Não são todos os teatros que permitem um trabalho nessa posição, mas a sala de cima do Teatro ´Coletivo, antigo Fábrica, era montada de um jeito que dava pra ficar assim.
A iluminação desse "manifesto" era incrivelmente dura. Forte e pesada, densa. Passava a idéia de que estávamos bem no meio de um canavial.


Sobre o espetáculo:
Cortadores, Gilsamara Moura.
Um manifesto popular. Uma pesquisa de campo consistente que revelou-se movimento, dança. Apresenta o trabalho braçal do cortador de cana. Sua luta pela sobrevivência. Sua história. A força e a capacidade de superação do homem do campo.

Ficha Técnica:
Direção: Gilsamara Moura
Produção: Grupo Gestus

Teatro Coletivo. São Paulo, Brasil. 2008

Março 20, 2008

ÉVÉNEMENT


Fotografia de Ines Correa

ÉVÉNEMENT, Gícia Amorim.
Teatro Coletivo. São Paulo-Brasil, 2007.

Sobre a fotografia:
A iluminação da cena no palco muitas vezes surpreende. Na foto parece que a Gícia está levitando...

Tempo de exposição: 1/80s
Abertura: f/3.2
ISO: 500
Lente: 135mm

Março 05, 2008

FRIDA KAHLO

LUZ GENEROSA

Fotografia de Ines Correa

Um caso raro em cenas de dança - a luz está bem generosa. Para manter o movimento congelado a foto foi feita com um tempo de exposição de 1/200 segundos em ISO 800. Quando a iluminação não é economizada, o movimento vem sem mistério.

Dados do Espetáculo:

FRIDA KAHLO: UMA MULHER DE PEDRA DÁ LUZ À NOITE
Maura Baiocchi, Taanteatro. Centro Cultural. São Paulo-Brasil, 2007.

Sobre a fotografia:
Tempo de exposição: 1/200s
Abertura: f/2.8
ISO: 800
Lente: 125mm

Janeiro 12, 2008

A PRIMEIRA FOTO

DE DANÇA



Fotografia de Ines Correa

RELEVO INVERSO
Gícia Amorim
São Paulo-Brasil, 2007. Teatro Itália, TD - Teatro de Dança.

Eu nunca tinha fotografado dança antes. Teatro sim, mas dança nunca. Havia algum tempo que estava pensando. Fui fazer um curso de fotografia de espetáculo com a Helô Bortz, lá na Fullframe, uma escola de fotografia em Pinheiros. Demorei alguns anos pra fazer isso. Meu equipamento não era adequado e fui me preparando. Daí, pra testar as aulas fui fotografar junto com o Coletivo Fotomix, Satyrianas. A Márcia de Barros (valeu Márcia!), querida amiga, viu que eu estava fotografando teatro e me chamou pra trabalhar lá no Teatro Coletivo, antigo Teatro Fábrica. Lá ela fazia anualmente o Primavera Dança e chamava os jovens e crianças para ver. Era genial. E a primeira vez que fotografei foi Gícia Amorim (obrigada, Gícia, pela oportunidade!). Foi demais. Em Relevo Inverso ela "modela" o corpo lentamente no palco com muita destreza. A Gícia faz um trabalho impecável. E daí pra cá, viciei em foto de dança. Não consigo mais parar.

Fotomix: www.maratonafotomix.blogspot.com
Fullframe: www.fullframe.com.br